Setor energético ganha força e Imagem alavanca negócios

Para este ano, a meta é ultrapassar 20% nas receitas com a entrada de novos clientes

Augusto Carvalho

O setor elétrico brasileiro entrou em definitivo nas discussões de temas mais importantes para a infraestrutura do País. Com isso, empresas de distribuição de energia elétrica, geradoras e transmissoras também passaram a buscar tecnologia como ferramenta principal nas decisões operacionais e financeiras. Foi nesse contexto, que a Imagem, empresa de Inteligência Geográfica, vem ganhando força em sua atuação iniciada há 28 anos na cidade de São José dos Campos (SP).

Com o objetivo inserir a geografia na gestão, tomada de decisão das empresas e vislumbrando impactos positivos nos negócios, a Imagem avançou em várias verticais: energia elétrica; educação, governos (municipal, estadual e federal); segurança pública; negócios (telecomunicações, varejos e seguros);agricultura, indústria florestal; mineração; óleo e gás; defesa; e saneamento.

Para isso, a empresa dispõe de tecnologias de ponta em geolocalização e utiliza padrões geográficos de manifestações, considerando as dimensões tempo e espaço. Por meio de mapas que traçam  um diagnóstico de informações,  popularmente conhecidos como “mapas inteligentes”, é possível entender onde e como cada fenômeno interage com os demais é fundamental para permitir que as pessoas, empresas e governos consigam dar respostas rápidas e tomar decisões corretas.

No Brasil, a Imagem, distribuidora oficial da norte-americana Esri, empresa mundial em Sistemas de Informações Geográficas (GIS – Geographic Information Systems, na sigla em inglês), utiliza a plataforma ArcGIS nos negócios  do setor elétrico  e incluem soluções específicas para: planejamento; atendimento regulatório; projeto; cadastro, redução de perdas e fraude; monitoramento de linhas e riscos; e análise.

De acordo com o gerente para o setor de Energia Elétrica da Imagem, Augusto Carvalho, neste momento, a resolução normativa 414/2010 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que transferiu a responsabilidade dos ativos de iluminação pública para as prefeituras, abriu mais uma grande oportunidade de negócios para a empresa, que já discute com governos municipais de alguns estados o uso da tecnologia. “Muitas prefeituras do País já adotavam uma parceria com as distribuidoras de energia. Com a resolução da agência, algumas de São Paulo e Minas Gerais já estão em tratativas com a Imagem para encontrar uma gestão eficiente na iluminação pública. É uma tendência que deverá crescer”, pontua Carvalho.

Com a entrada em vigor a resolução da Aneel, as prefeituras são obrigadas a realizar o serviço de operação e manutenção dos ativos que antes era feito pelas concessionárias de distribuição de energia (públicas e privadas).

Em paralelo à questão das prefeituras, a atuação da Imagem com as transmissoras se fortaleceu nos últimos anos, principalmente com a utilização da plataforma no monitoramento das redes. “Nossa atuação tem contribuído para o melhor desempenho nas redes de transmissão em áreas de difícil acesso e agricultáveis, com destaque para esse período seco e de entressafra, quando ocorrerem as queimadas embaixo de linhas e acaba comprometendo o despacho de energia. Com a nossa tecnologia conseguimos detectar o tipo de problema em tempo real, daí a grande parceria com as transmissoras”, disse.

A empresa também consegue detectar via satélite os impactos na geração, como as condições dos reservatórios de hidrelétricas. “A abordagem é a mesma que na transmissão e conseguimos descobrir os fatores de riscos com uma visão geográfica através de cores, o mesmo processo também em áreas de desmatamentos”, explicou.

O grande salto da Imagem se deu lá em 2001 e 2002, quando o Brasil viveu o “emblemático” racionamento de energia elétrica. À época, as distribuidoras foram as primeiras a buscar a tecnologia e até agora são as que mais utilizam em função da atuação direta com os consumidores.

“O combate à inadimplência faz com que esse setor utilize mais a nossa tecnologia. Algumas empresas conseguiram até 70% de recuperação em suas receitas. Vale ressaltar também a perfeita atuação da Aneel em todo esse processo, o que nos permitiu ampliar nossa carteira de clientes com  grandes players do setor elétrico nacional”, destaca.

Entre as empresas que buscaram a Imagem está a CPFL Energia . “A solução instalada na CPFL permite conhecer melhor os ativos da rede de distribuição e tomar decisões proativas, prevenindo o aparecimento de incoerências entre as visões físicas e contábeis dos ativos”, disse.

A empresa contratou o portal de GIS Regulatório (PGR) da Imagem, para automatizar o processo de geração, validação e conciliação do Banco de Dados Geográfico de Distribuição (BDGD).

Além da CPFL, a solução encontra-se implantada nos grupos EDP (Bandeirante e Escelsa), NeoEnergia (COELBA, CELPE e COSERN), e ainda na Elektro, na AES Sul, estando também a ser implantada na CELESC.

O otimismo do português, que já desenvolveu  projetos em vários países como os Estados Unidos e Europa, o setor elétrico do Brasil passa por um  momento desafiador.

Desde o começo de 2014, a crise hídrica, que é a maior dos últimos 60 anos, os custos de energia elétrica mais que triplicaram e, com isso, as empresas seguem realinhando as receitas. A busca é maior por mecanismos para a redução de perdas e para o controle mais eficaz nos furtos do insumo, entre outros processos.  “Ano passado, as dificuldades foram muitas com os atrasos em obras, falta de investimentos, o setor enfrentando forte seca e empresas limitando demandas, mesmo assim conseguimos gerar oportunidades”, explicou.

Para este ano, a meta é ultrapassar 20% nas receitas com a entrada de novos clientes. “Estamos em tratativa com grandes empresas, com destaque para uma gigante que por enquanto não podemos anunciar”, disse Carvalho, que completa: “Nossa meta é orientar e apoiar as empresas para lidar com suas dificuldades geográficas de forma harmoniosa e, ao mesmo tempo, otimizar essas  empresas com propostas importantes para suas receitas”, finalizou.

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