S&P não considera alterar ratings da Eletrobras com o anúncio de privatização

Agência considera o papel crítico da Eletrobras como o veículo do governo para desenvolver o setor brasileiro de energia elétrica

S&P  e os ratings

A agência de classificação de risco, S&P Global Ratings, informou na noite desta terça-feira que os ratings da Eletrobras (BB/Negativa/–, –/–/brA-1+) não foram imediatamente afetados pelo anúncio da proposta de um plano de privatização.

O anúncio foi feito pela estatal de energia nesta segunda-feira (21), logo depois do fechamento dos mercados 2017, de que o Ministério de Minas e Energia (MME) recomendaria ao Governo Federal a privatização da empresa. Mas a data ainda é incerta, visto que essa é ainda uma proposta e depende de aprovações por parte do Governo e de autorizações legais e regulatórias.

“Monitoraremos atentamente os desdobramentos da proposta e, se aplicável, reavaliaremos a relação entre a Eletrobras e o governo brasileiro quando dispusermos de mais informações”, diz a agência em comunicado.

A agência de risco destacou também que o suporte do governo baseia-se nos seguintes fatores:

– o papel crítico da Eletrobras como o veículo do governo para desenvolver o setor brasileiro de energia elétrica. A empresa também gerencia e controla ativos de eletricidade no Brasil, representando cerca de 32% da capacidade de geração de energia elétrica e operando aproximadamente 47% das linhas de transmissão do país. A empresa atua como o agente do governo central para prover suporte e implementar estratégias microeconômicas relacionadas ao setor de eletricidade.

– o vínculo integral da Eletrobras com o governo reflete a participação majoritária deste e o histórico de suporte à empresa. Isso é atestado pelas linhas de crédito que a empresa recebeu de bancos públicos e pelas injeções de capital do governo.

“A Eletrobras é uma empresa vinculada ao governo (GRE, na sigla em inglês), e, portanto, o rating baseia-se em nossa avaliação do perfil de crédito individual (SACP) ‘b+’ da empresa e na em nossa visão da probabilidade quase certa de que a República Federativa do Brasil (BB/Negativa/B, brAA-/Negativa/–) lhe proveria suporte tempestivo e suficiente em um evento de estresse financeiro”, consideram os analistas.

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