AES Tietê traz tecnologia para monitorar 4.800 km de áreas de reservatórios

Até 2029, companhia prevê economizar R$ 30 milhões com a nova ferramenta

Volumes do reservatórios

A AES Tietê, braço de geração do Grupo AES Brasil, desenvolveu a tecnologia GIS (Geographic Information System) para registro geográfico dos 4.800 km de bordas dos seus reservatórios. Inovador, o sistema fechou o ano de 2014 com 1.270 levantamentos realizados, integrando informações espaciais importantes, como coordenadas, mapeamento e imagens capturadas pelo VANT, avião inteligente de pequeno porte, capaz de voar sozinho, com máquinas que fotografam as bordas dos reservatórios. A medida tem como foco a estratégia de gestão de ativos.

Essa ferramenta foi viabilizada pela área de Gestão de Reservatórios da empresa e, com isso, somente no ano passado, o GIS reduziu em R$ 2 milhões o custo destes trabalhos. Até o final da concessão da geradora (única a contar com tais recursos tecnológicos para a gestão do ativo reservatório), em 2029, esse valor economizado deve chegar a 30 milhões.

Na prática, atendendo ao compromisso da companhia em zelar pelo uso e manutenção das bordas, funciona da seguinte forma: os técnicos inspecionam as bordas dos reservatórios e realizam o cadastramento de todas as ocupações existentes. Os dados levantados são transmitidos para o novo sistema, que possibilita, em tempo real, a validação das informações coletadas em campo. Laudos técnicos podem ser gerados quase que instantaneamente.

Com esses relatórios padronizados, é possível atender diversas demandas internas da empresa, principalmente das áreas, ambiental e jurídica (laudo pericial, por exemplo). O sistema se integra a equipamentos de alta precisão para cadastro e levantamento de campo, permitindo ainda a extração de variadas informações, como crescimento, perfis e densidades.

Anteriormente, os trabalhos eram realizados por empresas terceirizadas, que utilizavam a metodologia tradicional, ou seja, medições em campo com equipamentos topográficos, registro de imagens em câmeras fotográficas comuns, e etc.

“Um levantamento feito de maneira tradicional levava meio dia de campo e dois dias de escritório, para elaboração do relatório, mapas e plantas, além do registro fotográfico. Atualmente, com a integração dos nossos equipamentos, que já coletam informações em campo em formulário GIS, as imagens, coordenadas e cadastro são realizados de forma rápida, precisa e padronizada. O mesmo levantamento de campo agora é feito em apenas uma hora”, explica José Eduardo Michelin, Gerente de Gestão de Reservatórios da AES Tietê.

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