Biomassa: Retorno dos leilões de energia é positivo e precisa ser contínuo para a fonte

Ao todo, os dois leilões contrataram 2.858,8 MW médios, com a biomassa representando menos de 4% em cada um

Ganhando força

Durante a semana, aconteceram os Leilões de Geração A4 e A6, objetivando a contratação de energia elétrica de novos empreendimentos de geração com início de suprimento em 01 de janeiro de 2021 e 2023, respectivamente. O Leilão A-4 foi realizado no dia 18 e hoje aconteceu o Leilão A-6. A biomassa havia cadastrado 42 projetos para cada um dos certames, mas comercializou apenas sete (um no A4 e seis no A6).

Ao todo, os dois leilões contrataram 2.858,8 MW médios, com a biomassa representando menos de 4% em cada um. No geral, a energia adquirida desta fonte foi de 111,2 MW médios, com 8,6 MW médios comercializados no A4 e 102,6 MW médios no A6.

Para o gerente em Bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Zilmar Souza, apesar do baixo volume comercializado, a retomada de contratação de novos projetos de geração nos leilões regulados em 2017 foi uma boa notícia.

“Os certames ainda têm papel importante na viabilização de projetos de bioeletricidade gerada a partir da biomassa, formada por resíduos urbanos e agrícolas (o bagaço e a palha da cana representam 89% desta fonte). É importante uma sequência regular e crescente de aquisição para este tipo de energia, com a perspectiva de manutenção ou melhora dos preços-teto a cada leilão. Isso dará segurança e previsibilidade ao setor sucroenergético, estimulando a estruturação de um número maior de projetos a cada novo certame”, comenta Souza.

De acordo com o especialista da UNICA, se fossem transacionados os 42 projetos cadastrados inicialmente pela biomassa para o Leilão A6, o volume estimado de investimentos envolvido representaria um aporte de aproximadamente R$ 10 bilhões até 2023 no setor.

O preço médio final do Leilão A4 foi de R$ 144,51/MWh e de R$ 189,45/MWh no A6. A fonte solar fotovoltaica foi a que mais vendeu energia no A4, respondendo por 76% do volume contratado, enquanto as termelétricas a gás natural foram as que mais comercializaram no A6, responsável por 72% do total negociado no certame. Nos dois certames, esta fonte não renovável, sozinha, abocanhou 67% do total da demanda.

O próximo leilão já está agendado. O Ministério de Minas e Energia recentemente divulgou as diretrizes para o Leilão de Compra de Energia Elétrica Proveniente de Novos Empreendimentos de Geração, denominado Leilão A-4/2018, que deverá ser realizado em 4 de abril de 2018. O início do suprimento de energia elétrica ocorrerá em 1º de janeiro de 2022, com prazo de suprimento de 20 anos para empreendimentos de geração a partir de fonte biomassa, eólica e solar fotovoltaica.

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