Biomassa segue com capacidade instalada de 14.302 MW, diz UNICA

Em 2016, a geração de energia para a rede pela biomassa da cana respondeu por 4,6% do consumo nacional de energia elétrica no Brasil

Biomassa

A capacidade instalada atualmente pela biomassa (14.302 MW) supera a capacidade instalada pela usina Itaipu.
Com 9% da matriz elétrica brasileira, a fonte biomassa em geral ocupa a 2a posição em capacidade instalada,
perdendo apenas para as hidrelétricas. A biomassa da cana responde por 78% da capacidade instalada pela fonte
biomassa em geral. Os dados são do Boletim da UNICA e foram apresentados hoje.

A capacidade instalada a partir da biomassa da cana é responsável pela 3a posição na matriz elétrica brasileira,
com 11.189 MW, se aproximando da potência a ser instalada pela usina Belo Monte.

Para o ano de 2017, a previsão é que a fonte biomassa acrescente apenas 550 MW à matriz elétrica nacional,
número bem inferior ao recorde desta fonte que aconteceu em 2010, quando foram acrescentados 1.750 MW
novos ao sistema.

No ano passado, a bioeletricidade passou a ser a segunda fonte de geração mais importante na Oferta Interna de
Energia Elétrica (OIEE) no país, superando o gás natural, algo que não ocorria desde 2011.

O total de geração pela biomassa em 2016 foi de 54 TWh, incluindo a autoprodução, representando 8,8% de
toda a OIEE, enquanto o gás natural representou 8,1% no mesmo período.

A geração com o bagaço e a palha da cana contribuiu com 36 TWh do total da fonte biomassa para a OIEE, ou
seja, 67% do total de 54 TWh.

Quando se exclui a geração destinada ao autoconsumo, em 2016, o valor de geração para o Sistema Interligado
Nacional (SIN) pela biomassa foi de aproximadamente 24 TWh, representando um crescimento pouco superior a
6% em relação ao ano de 2015.

Em termos de comparação, essa energia gerada para o SIN em 2016 seria capaz de abastecer 12 milhões de
residências ao longo de um ano, evitando a emissão de 10 milhões de tCO2, marca que somente seria atingida
com o cultivo de 72 milhões de árvores nativas ao longo de 20 anos.

No mês de julho de 2016, a fonte biomassa bateu um recorde: a geração daquele mês para o SIN foi equivalente a 8,1% do consumo nacional de eletricidade naquele mesmo mês.

Ainda em 2016, mais de 90% da bioeletricidade para a rede esteve concentrada em apenas cinco Estados da Federação: SP, MS, GO, MG e PR. O Estado que mais gerou bioeletricidade foi São Paulo, responsável por 50% do total no período. Do total de geração pela bioeletricidade para o SIN, a biomassa da cana-de-açúcar respondeu por 90% do total, com mais de 21 TWh ofertados para a rede.

Desde 2013, o setor sucroenergético vem gerando mais energia elétrica para o SIN do que para o consumo
próprio das unidades fabris, ficando, geralmente, numa relação 60% de energia para a rede e 40% para consumo
próprio.

De janeiro até agosto de 2017, em relação a igual período no ano anterior, a geração de bioeletricidade em geral
para a rede aumentou em 7%, totalizando 15,5 TWh, equivalente a quase toda a geração pela fonte carvão
mineral em 2016 ou a atender mais de 50% do consumo anual de uma cidade como São Paulo.

Em 2016, a geração de energia para a rede pela biomassa da cana respondeu por 4,6% do consumo nacional de
energia elétrica no Brasil e representou aproveitarmos menos de 20% do potencial técnico da bioeletricidade
sucroenergética daquele ano. Se aproveitarmos plenamente o potencial técnico da bioeletricidade da cana,
segundo a EPE, somente esta fonte tem capacidade de representar 24% do consumo nacional na rede até 2024.

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