CCEE aponta aumento de 1,1% no consumo de energia em setembro

Migração de consumidores provoca aumento de 10,6% no consumo do mercado livre e queda de 2,4% no mercado cativo

Energia

Os dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 19 de setembro indicam aumento de 1,1% no consumo e de 0,7% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período de 2016. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

O consumo no Sistema Interligado Nacional – SIN, em setembro, totalizou 59.495 MW médios, elevando-se em 1,1% na comparação com a energia consumida nos mesmos dias do ano passado. O Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, registrou queda de 2,4% no consumo, montante que reflete a migração de consumidores para o mercado livre (ACL). Sem esse efeito de mercado, haveria aumento mais significativo, ou seja, de 2,2% no consumo do ACR.

Já no Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores, a análise indica incremento de 10,6% no consumo, índice impactado pela chegada de novas cargas vindas do mercado cativo (ACR). Caso esse movimento fosse desconsiderado, o ACL apresentaria queda de 1,7% no consumo.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os setores de veículos (+7,8%), saneamento (+5,5%) e têxtil (+2,9%) registraram incremento no consumo, mesmo quando a migração é desconsiderada. Por outro lado, os maiores índices de retração, nesse mesmo cenário, pertencem aos segmentos de minerais não metálicos (-10,1%), bebidas (-8,8%) e químico (-5%).

A análise da geração de energia no Sistema, por sua vez, indica a entrega de 61.697 MW médios de energia em setembro, montante 0,7% superior à produção de 2016. O índice é explicado pelo aumento de 22,7% na geração das usinas térmicas e de 28,2% das eólicas. A produção das usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, por sua vez, registrou queda de 10,6% no período.

O InfoMercado Dinâmico também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, em setembro, o equivalente a 62% de suas garantias físicas, ou 37.371 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual foi de 68%.

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