CCEE: Cai consumo de energia em fevereiro para 4,9%

Menor demanda por energia sofre influência do feriado de Carnaval na primeira quinzena do mês

Mais energia

Os dados preliminares de medição coletados entre os dias 01 e 20 de fevereiro indicam redução de 4,9% no consumo e de 4,2% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período de 2017. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

A análise indica o consumo de 61.920 MW médios em fevereiro no Sistema Interligado Nacional – SIN, montante 4,9% inferior quando comparado ao consumo no mesmo período de 2017. A queda nos índices de consumo e geração tem influência da presença do Carnaval nos primeiros dias de 2018, visto que o feriado aconteceu no fim de fevereiro no ano passado.

No Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras (onde estão inseridos os consumidores residenciais), o consumo caiu 7,7% e passou de 47.143 MW médios para 43.530 MW médios, índice que considera a migração de consumidores para o mercado livre (ACL). Sem esse efeito na análise, a queda no consumo de energia seria de 5,7%.

O consumo no Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores (onde estão os consumidores de atividade industrial/comercial), apresenta elevação de 2,4%, número que incorpora o impacto das novas cargas vindas do ACR. Quando esse movimento é desconsiderado na análise, o ACL teria queda de 2,4% no consumo.

Já dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os setores de extração de minerais metálicos (+9,3%), metalurgia e produtos de metal (+4,7%) e de saneamento (+0,7%) registram aumento no consumo, mesmo sem o impacto da migração na análise. Os maiores índices de retração, no mesmo cenário sem migração, pertencem aos segmentos de bebidas (-10,4%), serviços (-9,6%) e químico (-9,5%).

A geração de energia no Sistema, em fevereiro, somou 65.410 MW médios, queda de 4,2%, em relação ao mesmo período de 2017. A geração térmica cresceu 9%, a eólica ficou estável (+0,2%) e a produção das usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, caiu 6,7% no período.

O InfoMercado Dinâmico também apresenta estimativa da produção das usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE, em fevereiro, equivalente a 112,9% de suas garantias físicas, ou 51.492 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual é de 93,8%.

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