CCEE: Estimativa é para queda de 0,4% no consumo de energia em março

Usinas eólicas têm desempenho 81,4% superior ao mesmo período do ano passado

Arquivo: UI

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 29 de março apontam queda de 0,4% no consumo e geração de energia elétrica no país, frente ao mesmo período de 2015. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

A análise do desempenho da geração indica a entrega de 64.292 MW médios de energia ao Sistema Interligado Nacional – SIN em março com destaque para as usinas eólicas, que produziram 2.752 MW médios, o que representa um crescimento de 81,4% frente ao mesmo período do ano passado. As usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, também registraram aumento (+9,8%) na geração. Os 51.568 MW médios produzidos representam 80,2% de toda energia gerada no país, índice 7,4 pontos percentuais superior ao registrado em 2015.

Já o consumo de energia, que somou 61.751 MW médios, apresentou ligeira queda (-0,4%) na comparação com o ano anterior. No mercado cativo – ACR, no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, houve aumento de 0,4% no consumo, enquanto no mercado livre – ACL, no qual consumidores compram energia diretamente dos fornecedores, retração de 3%.

Dentre os ramos de atividade industrial monitorados pela CCEE, que considera dados dos autoprodutores, consumidores livres e especiais, houve aumento no consumo dos setores de madeira, papel e celulose (+9,3%), comércio (+6,5%), saneamento (+4,9%) e alimentício (+3%). A retração no consumo foi registrada nos ramos de extração de minerais metálicos (-11,8%), veículos (-10,4%) e minerais não metálicos (-9,2%).

O InfoMercado Semanal também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, até a quinta semana de março, o equivalente a 95,4% de suas garantias físicas, ou 50.867 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi de 100,5%.

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