CCEE: geração e consumo de energia ficam estáveis em junho

Análise dos primeiros doze dias do mês aponta crescimento de 13,2% do consumo no mercado livre e queda de 4,6% no cativo em decorrência da migração para o ACL

Rubens Fraulini/Itaipu Binacional

Os dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 12 de junho aumento de 0,2% na geração e estabilidade no consumo de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo de 2016. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

O consumo de energia no Sistema Interligado Nacional – SIN, nos primeiros doze dias de junho, somou 58.130 MW médios, montante praticamente idêntico aos 58.137 MW médios registrados no ano passado. Houve queda de 4,6% no Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, número influenciado pela migração de consumidores para o mercado livre. Caso o efeito das migrações fosse desconsiderado, haveria aumento de 1,3% no consumo.

No Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual consumidores compram energia diretamente dos fornecedores, o consumo cresceu 13,2%, índice já com as novas cargas vindas do mercado cativo. Ao desconsiderar esse movimento dos consumidores, haveria queda de 3,8% no consumo.

Já entre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os maiores índices de aumento no consumo de energia no período pertencem aos segmentos de comércio (89,1%), telecomunicações (86,2%) e saneamento (71,8%), números também impactados pela migração dos consumidores para o mercado livre.

A geração de energia no Sistema, em junho, somou 61.165 MW, apenas 50 MW médios superior à produção das usinas em 2016, o que representa ligeiro aumento de 0,2%. O destaque é o incremento de 50,7% na geração eólica no período. Houve queda de 6,8% na produção térmica e de 1% no desempenho das usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas.

O InfoMercado Dinâmico também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, em junho, o equivalente a 81% de suas garantias físicas, ou 43.713 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi praticamente o mesmo, ou seja, de 80%.

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