CCEE: Geração e consumo ficam praticamente estáveis em maio

Análise dos primeiros dias do mês aponta crescimento de 13,4% do consumo no mercado livre e queda de 5,2% no cativo em decorrência da migração para o ACL

Divulgação: ITAIPU

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 9 de maio apontam redução de 0,5% no consumo e 0,2% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo de 2016. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

O consumo de energia no Sistema Interligado Nacional – SIN, nos primeiros nove dias de maio, somou 57.563 MW médios, montante apenas 0,5% inferior ao registrado no ano passado. Houve queda de 5,2% no Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, número influenciado pela migração de consumidores para o mercado livre. Caso o efeito das migrações fosse desconsiderado, haveria aumento de 1,3% no consumo.

No Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual consumidores compram energia diretamente dos fornecedores, o consumo cresceu 13,4%, índice já com as novas cargas vindas do mercado cativo. Ao desconsiderar esse movimento dos consumidores, haveria queda de 4% no consumo.

Já entre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os maiores índices de aumento no consumo de energia no período pertencem aos segmentos de comércio (97,7%), serviços (80,4%) e telecomunicações (74%), números também impactados pela migração dos consumidores para o mercado livre.

A geração de energia no Sistema, em maio, somou 60.318 MW médios frente aos 60.416 MW médios produzidos em 2016, o que representa queda de apenas 0,2%. As usinas eólicas incrementaram a produção em 17,6% no período e as térmicas geraram 7,6% a mais do que no ano anterior, impulsionadas pelo aumento na produção das usinas biocombustíveis (-56,3%) e a gás (38,1%). As hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, apresentaram queda de 3,5% na geração, índice explicado pelo baixo nível de armazenamento dos reservatórios.

O InfoMercado Dinâmico também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, em maio, o equivalente a 74,7% de suas garantias físicas, ou 40.292 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi praticamente o mesmo, ou seja, de 74,6%.

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