CCEE indica queda de 1,4% no consumo de energia em agosto

Mercado cativo tem retração de 5,6% com influência da migração de consumidores; no mercado livre, alta de 9,7% também é impactada pelo movimento de agentes

Distribuidoras

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 22 de agosto indicam queda de 1,4% no consumo e de 1,2% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período de 2016. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

O consumo de energia no Sistema Interligado Nacional – SIN somou 58.264 MW médios, montante 1,4% inferior ao registrado nos mesmos dias do ano passado. Houve retração de 5,6% no consumo do Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, índice que leva em conta a migração de consumidores para o mercado livre (ACL). Caso esse movimento fosse desconsiderado, o consumo registraria pequena queda de 0,3%.

A análise no Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores, por sua vez, indica aumento de 9,7% no consumo, variação causada pelo impacto das novas cargas vindas do mercado cativo (ACR). Excluindo esse efeito, haveria retração de 4,1% no consumo nesse ambiente.

Excluindo os efeitos da migração para o ACL, os ramos da indústria monitorados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas que apresentam maior retração no período são os de minerais não metálicos (-10,2%), de bebidas (-9,5%), e transporte (-6,2%). Os setores de veículos (+7,7%) e de saneamento (+3,6%), por sua vez, registraram incremento no consumo dentro do mesmo cenário de migração.

Já a geração de energia no SIN, em agosto, soma 60.585 MW médios, queda de 1,2% frente à produção em 2016. O índice é explicado pela retração de 14,3% na produção das usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas. A geração de usinas eólicas (+28,5%) e térmicas (+29,6%) foi positiva no período.

O InfoMercado Dinâmico também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, em agosto, o equivalente a 61,7% de suas garantias físicas, ou 36.830 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual foi de 67,2%.

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