CCEE indica queda de 3% no consumo de energia em novembro

Migração de consumidores provoca retração de 6,1% no mercado cativo e aumento de 5,1% no consumo do mercado livre

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Os dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 13 de novembro indicam retração de 3% no consumo e de 2% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período de 2016. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

O consumo de energia no Sistema Interligado Nacional – SIN, nas duas primeiras semanas de novembro, alcançou 58.681 MW médios, queda de 3% quando comparado ao consumo no mesmo período de 2016. O consumo no Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, caiu 6,1%, quando analisado já com o reflexo da migração de consumidores para o mercado livre (ACL). Caso esse movimento de mercado fosse desconsiderado, ainda haveria retração de 2,9% no consumo do ACR.

No Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores, houve aumento de 5,1% no consumo, número diretamente impactado pelas novas cargas vindas do mercado cativo (ACR). Sem a presença desses novos consumidores na análise, o ACL apresentaria queda de 3,4% no consumo.

Dentre os segmentos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os ramos de madeira, papel e celulose (-11%), químico (-9,9%) e comércio (-6,7%), sem o efeito da migração para o ACL, registraram queda no consumo. Por outro lado, houve aumento no consumo entre os setores de metalurgia e produtos de metal (+2,1%), saneamento (+1,2%) e veículos (+0,9%), nesse mesmo cenário de migração.

A geração de energia no Sistema, por sua vez, também registra queda em novembro com a entrega de 61.640 MW médios no período, montante de energia 2% inferior ao registrado no ano passado . Os números são impactados pela diminuição de 9,4% na geração hidráulica, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas e de 2% na geração eólica. Já a produção das usinas térmicas cresceu 18,9% no período analisado. Além da geração, foi identificado intercâmbio internacional de 92,31 MW médios para o período.

O InfoMercado Dinâmico também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, em novembro, o equivalente a 66,24% de suas garantias físicas, ou 39.238 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual foi de 70,55%.

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