CCEE: Retração de 2,1% na prévia do consumo de energia em agosto

Queda de 5,9% no mercado cativo tem influência direta da migração de consumidores para o mercado livre de energia que registra alta de 7,9% no período

Flickr Creative Commons

Conforme os dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 8 de agosto, as quedas estão em 2,1% no consumo e de 1,3% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período do ano passado. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

Nos primeiros oito dias de agosto, o consumo foi de 57.707 MW médios no Sistema Interligado Nacional – SIN, queda de 2,1% frente ao volume de energia consumido nos mesmos dias de 2016. Houve queda de 5,9% no Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, índice que leva em conta a migração de consumidores para o mercado livre (ACL). Excluindo esse impacto, o ACR ainda registraria retração, mas de 0,7%.

No Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores, foi registrado aumento de 7,9% no consumo, número que inclui os novos consumidores vindos do mercado cativo (ACR). Caso a migração não fosse considerada, haveria queda de 5,6% no consumo.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os maiores índices de retração no consumo de energia no período, excluindo a migração, pertencem aos segmentos de bebidas (-16,5%), minerais não metálicos (-9,7%) e metalurgia e produtos de metal (-7,4%).

A análise da geração de energia no Sistema, na primeira semana de agosto, também aponta queda na produção das usinas com 60.249 MW médios entregues, montante de energia 1,3% inferior ao gerado em 2016, impacto causado principalmente pela queda de 14,1% na geração das usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas. Por outro lado, o desempenho das usinas eólicas (+14,8%) e térmicas (+31,7%) foi positivo no período analisado.

O InfoMercado Dinâmico também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, em agosto, o equivalente a 61,74% de suas garantias físicas, ou 36.839 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual foi de 67,2%.

0 acharam esta informação útil

0 não acharam esta informação útil

Assuntos desta notícia