Consumo de energia fica estável no País em fevereiro

O consumo do ramo têxtil cresceu 6,9% em fevereiro, sétimo aumento sucessivo

Arquivo: UI

A Resenha Mensal de Energia Elétrica elaborada pela Empresa de Pesquisa Energética -EPE revelou que entre as classes, houve decréscimo no consumo Industrial (-0,9%) e de Comércio e Serviços (-0,5%) e crescimento no Residencial (+0,6%) e em outras classes (+2,9%).

De acordo com o relatório, tiveram influência o desempenho do consumo industrial em fevereiro, entre outros, a crise de segurança pública no Espírito Santo e o menor número de dias no mês em 2017 em relação a 2016 (ano bissexto).

Dos 10 setores da indústria que mais demandam energia elétrica, 5 deles exibiram desempenho positivo: têxtil (+6,9%), automobilístico (+6,5%), papel e celulose (+2,7%), metalúrgico (+1,8%) e produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (+0,6%).

Na visão regional da indústria, o Sul (+2,7%) foi o destaque, impactado pelo crescimento dos ramos têxtil (+18,3%), papel e celulose (+6,9%) e metalúrgico (+10,0%).

A redução do número de dias faturados em diversas distribuidoras afetou o crescimento no consumo, principalmente das classes Residencial e de Comércio e Serviços.

Condições relacionadas ao clima, como temperatura e chuva, também contribuíram para o crescimento do consumo em alguns estados.

Apesar dos sinais positivos em relação à criação de novas vagas de emprego e da melhora da confiança do consumidor, o desempenho do consumo Residencial ainda se mostra em patamar próximo ao realizado no ano de 2014.

Fechamento de estabelecimentos em decorrência do enfraquecimento da atividade econômica dos dois últimos anos ainda tem reflexo no consumo Comercial.
Indústria

A demanda de eletricidade nas indústrias do país foi de 13.251 GWh em fevereiro, decréscimo de 0,9% na comparação com 2016. A queda no setor industrial no segundo mês do ano, após dois avanços mensais consecutivos, suavizou a trajetória de ascensão da série de médias móveis 12 meses que, desde jul/16, vem ficando cada vez menos negativa. Vale ressaltar que fevereiro de 17 (18 dias) teve um dia útil a menos que igual mês do ano anterior (19 dias).

O consumo do ramo têxtil cresceu 6,9% em fevereiro, sétimo aumento sucessivo.

Na indústria automobilística, o progresso no consumo foi de 6,5% em fevereiro. Conforme a ANFAVEA, o crescimento de 39,0% na produção de veículos automotores no mês, em grande parte para exportação (+82,2%), faz parte dos esforços das montadoras para tentar compensar a forte retração no mercado doméstico — corroborada pela retração de 15,7% nos emplacamentos em fevereiro (FENABRAVE).

No segmento de Fabricação de Papel e Celulose (+2,7%), o Rio Grande do Sul (+88,9%) possuiu o maior aumento entre os estados em fevereiro, visto que um grande cliente que possui autoprodução (geração própria) demandou energia da rede, em virtude de parada não-programada para manutenção de sua usina geradora de energia elétrica.

O consumo da metalurgia subiu 1,8% em fevereiro, a menor taxa anual desde maio/16. Enquanto as ferroligas e a siderurgia em Minas Gerais (+11,5%) puxaram para cima a demanda de eletricidade do setor, as quedas no consumo das ferroligas em Goiás (-18,8%) e da metalurgia de metais não-ferrosos no Pará (-4,2%) ajudaram a atenuar este desempenho no mês.

A atividade extrativa de minerais metálicos voltou a recuar em fevereiro (-0,6%), sobretudo em função da redução do consumo de plantas já estabelecidas de extração de minério de ferro voltadas para a exportação. Esta performance do setor no mês se refletiu no quantum exportado de minério de ferro e seus concentrados, que caiu 14,07% em fevereiro (estatísticas do MDIC).

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