Consumo de energia foi afetado pela baixa temperatura

No Nordeste, o consumo permaneceu estável

Arquivo: SE

Os dados mostrados na última Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, compilado elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), mostraram que o consumo nas residência somou 10.912 GWh em maio, crescimento de 3,5% em relação a igual mês do ano anterior. A alta pode ser atribuída ao efeito temperatura, uma vez que os indicadores econômicos, sobretudo os relacionados ao mercado de trabalho, ainda refletem a conjuntura desfavorável e, nesse sentido, não justificariam um aumento no consumo de eletricidade nas residências.

A região Sul (+7,4%), que representa 15% do mercado residencial, respondeu sozinha por 30% do aumento no consumo da classe no mês (118 GWh em 372 GWh).

Sobre este resultado há reflexo das temperaturas elevadas do fim de abril, em razão do ciclo de faturamento das distribuidoras, além das temperaturas baixas do início de maio. Lembrando que na região, é comum a utilização de aparelhos elétricos para aquecimento do ambiente doméstico.

No Sudeste (+3,1%), as maiores altas foram percebidas no Espirito Santo (+9%) e no Rio de Janeiro (+5,6%). Nesses estados as temperaturas foram comparativamente mais altas do que em maio de 2015.

Já Nordeste (+1,7%) e Centro Oeste (+1,6%) tiveram baixo crescimento.
Além desses aspectos, a base de consumidores residenciais no país registrou crescimento de 2,4%, compatível com a média histórica.

No comércio e serviços, o consumo em maio foi de 7.388 GWh, com variação de apenas 0,6% sobre maio de 2015. No ano, o consumo na classe acumula queda de 1,3%, mostrando-se ainda enfraquecido.

O quadro econômico associado ao setor de comércio e de serviços ainda é de baixa atividade. As vendas no varejo acumulam queda de 6,9% no ano. Da mesma forma, o volume de serviços está 4,9% menor ao de igual período do ano anterior – ambos até abril (PMC e PMS/IBGE).

Consequentemente já foram fechados até o momento mais de 300 mil postos de trabalho nos dois segmentos juntos (Caged/MTE).

Quanto ao nível de confiança dos empresários, pode-se inferir das pesquisas da CNC e da FGV que, embora demonstrem certo otimismo em relação ao cenário da economia, no que diz respeito a investimentos, não há ainda sinalização claramente positiva de avanços.

O consumo no Sul (+1%) e Sudeste (+0,8%) cresceu acima da média nacional. No Sul, Santa Catarina (+2,8%) se destacou. No Sudeste, o consumo aumentou no Rio de Janeiro (+3,8%). Em São Paulo, por outro lado, foi reduzido em 0,8%.

Nesse estado, que responde por 60% do mercado na região e 30% do nacional, o consumo acumulado no ano apresenta retração de 2,6%.

No Nordeste, o consumo permaneceu estável. Apenas três estados registraram aumento. Entre os maiores mercados da região, houve crescimento na Bahia (+3,2%) e no Maranhão (+5,8%), e queda no Ceará (-1,3%) e em Pernambuco (-2,9%).

No Centro-Oeste (-0,9%), única região a apresentar retração em maio, a maior queda foi observada em Goiás (-3,8%).

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