Consumo de energia no mercado cativo acumula alta de 0,6% trimestre, diz CCEE

No ambiente de contratação livre a redução foi de 5,5%

Gráfico do mercado cativo

Dados consolidados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apontam alta de 0,6% no consumo de energia no mercado cativo, no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, nos primeiros três meses de 2015. Entre janeiro e março de 2015, o Ambiente de Contratação Regulada – ACR teve um consumo de 105,6 milhões de MWh, contra 105 milhões de MWh no mesmo período de 2014.

Já no Ambiente de Contratação Livre, no qual os consumidores negociam o fornecimento diretamente com geradores e comercializadores, foi registrado consumo de 32,8 milhões de MWh, uma redução de 5,5% na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior (34,7 milhões de MWh).

Os números constam do boletim InfoMercado Mensal – Dados Gerais, em que a CCEE divulga os resultados das contabilizações do mercado de energia elétrica brasileiro. O documento aponta que a instituição registrava 20.480 contratos em seu sistema em março deste ano, correspondentes a um montante de 88.665 MW médios em energia elétrica comercializada.

Novo formato

A partir de 2015, a CCEE ampliou o escopo do boletim InfoMecado mensal, que agora passa a ser composto de três arquivos: o InfoMercado Mensal, um relatório executivo com os resultados da última contabilização realizada pela CCEE, além da prévia dos dados de medição; e as edições Dados Gerais e Dados Individuais, que consistem em planilhas com dados detalhados sobre as operações do mercado de energia elétrica em formato consolidado e aberto por perfil de agente e usina, respectivamente.

A mudança visa facilitar o acesso de diversos públicos – como agentes, investidores, acadêmicos, consultores e jornalistas – a informações estratégicas do mercado brasileiro de energia.

“A simplicidade no acesso aos dados é relevante não só para o público focado no setor elétrico, uma vez que estes podem servir de insumo para análises diversas, como em relação ao desempenho de setores da indústria, que tem forte ligação com o consumo de energia elétrica”, explica Roberto Castro, conselheiro da CCEE.

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