EDP realiza transposição de peixes na Usina de Mascarenhas

A partir desta terça-feira, 25, a EDP inicia a transposição manual de peixes na Usina de Mascarenhas, localizada no Rio Doce, no município de Baixo Guandu, Noroeste do …

Peixes e a tecnologia

A partir desta terça-feira, 25, a EDP inicia a transposição manual de peixes na Usina de Mascarenhas, localizada no Rio Doce, no município de Baixo Guandu, Noroeste do Espírito Santo. A previsão é que o processo, que contribui para a preservação do meio ambiente e da biodiversidade da região, seja concluído em até 10 dias. Todos os anos, a transferência dos peixes acontece anualmente e em dois períodos: nos meses de fevereiro e novembro, uma vez, que o Grupo EDP possui um planejamento rigoroso para que a atividade, que promove benefício ao manejo pesqueiro da região da Usina de Mascarenhas, aconteça alinhada ao período da piracema, quando os peixes sobem os rios para desovar.

“A ação faz parte de mais um projeto de grande importância ambiental realizado pelo Grupo EDP para a região da Usina de Mascarenhas e entorno. A transposição manual dos peixes permite a preservação e a conservação da ictiofauna nativa”, destaca José Cherem Pinto, diretor de Operação e Manutenção da Geração do Grupo EDP.

O procedimento permite a continuidade do ciclo natural de reprodução e um total controle das espécies que estão sendo transpostas, evitando a passagem de peixes exóticos que podem competir e até causar a escassez dos animais nativos. Além disso, o processo auxilia na manutenção do estoque pesqueiro local, contribuindo para a atividade de pesca da região. Até o momento foram identificados no Rio Doce 30 tipos diferentes de espécies.

A transposição manual de peixes da Usina de Mascarenhas faz parte da política de sustentabilidade do Grupo EDP, que é publicamente reconhecida como modelo de referência no Brasil, e é resultado de um denso estudo do na área de influência do empreendimento que visou apontar alternativas de manejo dos recursos pesqueiros na região.

Como é realizada a transposição

Durante o processo, os peixes são capturados a jusante do barramento pelos pescadores utilizando apetrechos de pesca como tarrafas, redes e anzol. Após a captura, os peixes são imediatamente colocados no barco dentro de uma caixa de isopor com aeração e transportados até a região onde se encontra uma equipe técnica, que é responsável por identificar as espécies, marcar, medir e transferi-lás para uma caixa de fibra própria para transporte de peixes.

Após avaliação dos especialistas e depois de ter certeza sobre as boas condições físicas dos animais, a caixa de fibra é içada com auxílio de um guindaste posicionado em cima do barramento e os peixes são soltos novamente no rio, onde irão completar o seu ciclo natural de reprodução.

0 acharam esta informação útil

0 não acharam esta informação útil

Assuntos desta notícia