Eólica é destaque e dobra geração em um ano

Participação da fonte eólica oscilou para 2,3% do total gerado no País em março

Eólicas

De acordo com o Boletim Mensal de Monitoramento do Setor Elétrico, divulgado nesta segunda-feira (01), pelo Ministério de Minas e Energia (MME), de janeiro a abril deste ano, a expansão da capacidade instalada de todas as fontes alcançou 1.975 MW de geração, e 474,3 km de linhas de transmissão de Rede Básica.

A fonte eólica se destaca com a maior contribuição, o equivalente a 910,9 MW. A hidráulica corresponde a 655,4MW, e a térmica equivale a 408,7 MW. Somente em abril, a capacidade instalada de geração no País aumentou 380,7 MW. No mês, também entraram em operação comercial 10,3 km de linhas de transmissão na Rede Básica. A meta definida pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) é de acréscimo de 6.400 MW de geração nova este ano, de todas as fontes.

O documento também mostra que a capacidade instalada total de geração de energia elétrica no Brasil, em abril, atingiu 135.955 MW. Em comparação com o mesmo período em 2014, a geração de fonte eólica registra crescimento de 102,8%. As fontes solares aumentaram 62% na mesma comparação; a geração hidráulica teve expansão de 3,6%; e a térmica, de 4,1%.

Quanto à produção de energia, em março, a geração hidráulica correspondeu a 71,8% do total produzido no Brasil, comparado a 72,1% do mês anterior. A participação da fonte eólica oscilou para 2,3% do total gerado no País em março (contra 2,8% em fevereiro), e fatia da produção das usinas térmicas foi de 25,1% em fevereiro para 25,9% em março. A geração térmica a gás cresceu 0,5 ponto percentual nesse período.

O Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro é um documento oficial elaborado pelo Ministério de Minas e Energia com informações atualizadas e consolidadas sobre a operação Eletroenergética no Brasil, permitindo o registro e acompanhamento de temas relevantes do Setor Elétrico, tais como a expansão e o desempenho dos sistemas de geração, transmissão e distribuição, as condições hidrometeorológicas e a política operativa adotada, o comportamento do mercado consumidor e as ocorrências de maior impacto ao Sistema Elétrico Brasileiro .

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