EPE: Consumo nacional de energia elétrica cai 2,2% em maio

Na classe residencial, observou-se em maio expansão de 2,7% da base de consumidores, menor taxa desde agosto de 2012

Energia mais cara

De acordo com a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, elaborada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo nacional atendido pela rede atingiu 38.196 GWh em maio, 2,2% abaixo do registrado em igual mês de 2014.

O consumo do comércio e serviços foi o único que apresentou crescimento no mês, apenas 0,5%, explicado principalmente pela forte expansão observada na região Nordeste.

O consumo residencial apresentou decréscimo de 2,5%, refletindo sobretudo os declínios de 4,2% no Sudeste e de 4,5% na região Sul.

O consumo industrial registrou queda de 4,2%, em linha com o mercado do Sudeste, que concentra 53% da demanda de energia das indústrias.

No ano, o consumo total acumula queda de 0,9% e em 12 meses ainda se anota crescimento, mas de apenas 0,2% (comparação com igual período do ano anterior.

Economia mais fraca e tarifa mais alta

De acordo com a EPE, em maio, o consumo de energia nas residências caiu 2,5% e no setor de comércio e serviços cresceu apenas 0,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, atingindo 10.610 GWh e 7.296 GWh, respectivamente. Mesmo com os números de fevereiro e março mais baixos para essas classes, havia, contudo, grande influência da base elevada em 2014, devido às altas temperaturas. Já o resultado de maio, livre dessas influências, parece refletir os efeitos combinados da queda do poder aquisitivo das famílias com o aumento das tarifas de eletricidade, aplicado em todas as distribuidoras.

Uma parcela dos consumidores já teve a tarifa reajustada duas vezes neste ano: o reajuste extraordinário de março e o anual ordinário. O conjunto desses consumidores equivale a quase 40% do consumo na baixa tensão e agrega distribuidoras do Sul e do Sudeste em sua maior parte. Para esse grupo, a tarifa foi reajustada, em média, em cerca de 40%.

No Norte e no Nordeste, as tarifas foram reajustadas em média em 7%, no caso das distribuidoras onde houve apenas o reajuste extraordinário. Naquelas que passaram também pelo reajuste ordinário, o aumento médio foi de cerca de 20%.

As quedas observadas no consumo de energia nas regiões Sul e Sudeste foram mais intensas do que nas outras regiões.

Na classe residencial, observou-se em maio expansão de 2,7% da base de consumidores, menor taxa desde agosto de 2012. Esse resultado converge com a retração de 0,8% ocorrida nos últimos 12 meses na entrega de empreendimentos residenciais no país, conforme apurada pelo Monitor da Construção Civil (Tendências Consultoria & Criactive).

O consumo médio mensal por residência em maio, de 166 kWh, manteve-se inalterado em relação ao mesmo mês do ano passado. Portanto, O crescimento acumulado do consumo residencial é devido, portanto, ao aumento do número de consumidores.

Em maio, o consumo comercial cresceu apenas no Centro-Oeste e no Nordeste, destacando-se a expansão nesta região, onde o consumo da classe cresceu expressivos 7,7%, destoando do quadro nacional. Embora em ritmo mais fraco do que no ano passado, o consumo comercial no Nordeste cresceu 6,9%, no acumulado de 12 meses, em decorrência da maturação de investimentos iniciados anteriormente, principalmente em shoppings centers, conforme dados da ABRASCE.

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