Itaipu: Produção deve melhorar em outubro para atender setor elétrico

A usina de Itaipu contribui para que a matriz elétrica do Brasil seja uma das mais limpas e renováveis do mundo

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Em meio a um cenário hídrico delicado que o País enfrenta, a Itaipu Binacional tem perspectivas de manter uma boa produção de energia elétrica no mês de outubro (elevada em relação aos últimos meses) e um pouco mais próxima da registrada no ano passado nesta mesma época.

Se o bom desempenho se confirmar, em 2017 a usina poderá ficar no ranking dos cinco melhores anos. Foram 70 milhões de MWh ante 78 milhões de MWh no ano passado nesta mesma época.

Os cinco melhores anos de Itaipu em produção de energia são: 2016 103.098.366 MWh; 2013 com 98.630.035 MWh; 2012 com 98.287.128 MWh, 2008 com 94.684.781 MWh e 2000 com 93.427.598 MWh

Quanto mais Itaipu produz, menos o Brasil precisa acionar as termoelétricas e mais chances o consumidor tem de receber uma energia mais barata na ponta.

Para novembro deste ano a previsão é chegará a mais uma marca histórica, com a produção acumulada de 2,5 bilhões de megawatts (MWh), desde que entrou em operação, em 1984. A nova marca se somará a vários outros recordes de geração da usina. Em 2016, Itaipu voltou a liderar a geração mundial anual de energia elétrica limpa e sustentável, com mais de 103 milhões de MWh.

Hoje os desafios de Itaipu passam pela implantação do projeto de atualização de suas 20 unidades geradoras, valorização do capital humano e promoção de iniciativas sustentáveis, além de seus muros.

Renováveis

A usina de Itaipu contribui para que a matriz elétrica do Brasil seja uma das mais limpas e renováveis do mundo. Em 2017, o percentual de energia renovável chega a 83% do total, aproximadamente, enquanto no mundo este indicador é de apenas 24,1%.

A energia hidráulica responde por quase 68% da matriz elétrica brasileira, mas outras fontes, como a eólica e a biomassa, estão tendo desempenho cada vez maior. A energia produzida pelos ventos, por exemplo, corresponde a 6,5%, enquanto a biomassa, principalmente a que resulta do aproveitamento dos restos de cana-de-açúcar, atinge 9% da matriz elétrica brasileira.

Garantia de energia limpa e renovável especialmente para o maior mercado consumidor do Brasil – a Região Sudeste, que concentra as maiores indústrias do país -, a usina de Itaipu representa para o Paraguai a possibilidade de se industrializar e manter níveis de crescimento econômico sem precedentes em sua história.

Fora da privatização

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, voltou a afirmar nesta segunda-feira (02), durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, que a Itaipu não fará parte dos projetos de privatização da Eletrobras. “A expectativa é que nesse modelo [de privatização], esses dois ativos não façam parte da Eletrobras privatizada no futuro. Pelo menos é o que está se discutindo agora, nesse modelo que nós queremos fechar”, disse.

Quem levantou a questão da Itaipu e da Eletronuclear foi Luiz Pinguelli Rosa, professor de Planejamento Energético da Coppe – UFRJ. “Um problema de natureza política e técnica [é a questão da] Eletronuclear e da Itaipu Binacional, que estão ligadas ao sistema e não podem ser privatizadas, porque tem tratado envolvido, porque tem constituição. Como vai equacionar essa questão?”, questionou o especialista.

Pinguelli Rosa levantou a questão da Itaipu.

O ministro respondeu que, “em relação à Itaipu e à Eletronuclear, o que está se trabalhando nessa modelagem [de privatização] é que elas fiquem fora da Eletrobras. A Eletrobras está no Tratado de Itaipu por delegação da união, para poder tocar a usina e representar a união junto ao Paraguai”, explicou o ministro. “E a Eletronuclear [deve ficar de fora] por força da nossa constituição, que fala que dentro do território nacional qualquer operação e manuseio do material nuclear deve ser feito pela união”, completou.

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