Mina do Engenho tem aprovação de licença pelo IBAMA, diz INB

Esta nova jazida tem capacidade para produzir 4.730 toneladas de concentrado de urânio durante 14 anos

Urânio e as reservas

A Indústrias Nucleares do Brasil (INB), ligada ao Ministério de Ciências e Tecnologia, deu um importante passo para a retomada da produção de urânio. A Licença de Instalação para implantação da lavra a céu aberto da mina do Engenho foi concedida este mês pelo IBAMA. A licença tem validade de quatro anos e traz condições para a implantação do empreendimento, como a construção dos sistemas de drenagem da mina do Engenho, a execução do programa de monitoração ambiental operacional da mina Cachoeira e pré-operacional da mina do Engenho, assim como os programas de gerenciamento de resíduos e de monitoração de ruído e poeira, entre outras condicionantes.

Desde o ano 2000, quando do início das operações da INB em Caetité, vinha sendo explorada uma das jazidas de urânio encontradas na área de propriedade da empresa: a mina Cachoeira, cuja capacidade de extração a céu aberto se exauriu.

A jazida do Engenho também será minerada a céu aberto, através de três cavas. Esta nova jazida tem capacidade para produzir 4.730 toneladas de concentrado de urânio durante 14 anos, mantendo uma média de produção anual de 340 toneladas.

Nas terras da INB se encontra a chamada Província Uranífera de Lagoa Real, onde estão identificados 38 depósitos do mineral urânio com alto grau de pureza; 17 desses depósitos já foram pesquisados, passando a ser chamados de “jazidas”. Quando se inicia a exploração da jazida ela é chamada de “mina”.

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