PLD médio da quarta semana de maio sobe 19% no Norte

Afluências previstas para o sistema têm redução de 93% para 91% da média histórica e provocam aumento nos custos marginais de todos submercados

PLD - CCEE

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) informa que o Preço de Liquidação das Diferenças – PLD para o período de 23 a 29 de maio permanece no teto estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para 2015 (R$ 388,48/MWh) nos submercados Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste. No Norte, o preço médio ficou em R$ 158,54/MWh, alta de 19% em relação ao registrado na semana passada.

As afluências previstas para o sistema sofreram redução de 2 p.p. para a quarta semana de maio, passando de 93% para 91% da média histórica, o que representa 1.500 MWmédios a menos em energia. Todos os submercados sofreram queda nas previsões, sendo a mais significativa registrada no Sudeste, com diminuição de 600 MWmédios (102% para 100%). No Sul, a previsão anterior, de 65%, foi revista para 61%, o que reduziu a expectativa em 300 MWmédios, mesmo número do Nordeste, cuja nova previsão está em 59% da média ante os 63% da semana anterior. A menor redução ocorreu no Norte, de 112% para 110% da média, ou 200 MWmédios a menos em energia.

Os níveis dos reservatórios de todos os submercados iniciaram a quarta semana de maio abaixo do previsto na semana passada, influenciados pela redução das afluências, já verificada ao longo da semana anterior. A principal redução foi no Sudeste, com 610 MWmédios abaixo do previsto anteriormente. As reduções registradas no Sul, Nordeste e Norte foram de 220, 100 e 120 MWmédios, respectivamente, totalizando 1.050 MWmédios a menos em energia no sistema.

A expectativa de carga para a quarta semana de maio no Sul e no Sudeste ficou aproximadamente 320 MWmédios abaixo do previsto nas últimas semanas. Já para o Norte, há expectativa de aumento em torno de 140 MWmédios na carga prevista, enquanto a previsão para o Nordeste manteve-se praticamente estável.

Outro fator que teve influência direta na elevação do preço no Norte foi a queda da disponibilidade de geração hidráulica na região.

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