Temperaturas mais baixas impactam consumo de energia em janeiro

Levantamento aponta queda de 4,2% no consumo na primeira quinzena de 2018 em relação ao mesmo período do ano passado

Energia e o consumo

Os dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 16 de janeiro indicam redução de 4,2% no consumo e de 3,3% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período de 2017. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

O consumo de energia no Sistema Interligado Nacional – SIN alcançou 60.278 MW médios nas duas primeiras semanas de janeiro, montante 4,2% inferior quando comparado ao consumo no mesmo período de 2017, que foi de 62.911 MW médios. O principal fator para a redução no consumo é a queda nas temperaturas quando comparadas ao mesmo período do ano passado.

No Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras (onde estão inseridos os consumidores residenciais), o consumo caiu de 46.425 MW médios para 43.169 MW médios, uma queda de 7%, índice que incorpora a migração de consumidores para o mercado livre (ACL). Sem esse efeito na análise, a queda no consumo de energia seria de 5%.

Já o consumo no Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores (onde estão os consumidores de atividade industrial/comercial), registrou incremento de 3,8%, número que considera o impacto das novas cargas vindas do ACR. Ao desconsiderar esse movimento na análise, o ACL teria retração de 1,6% no consumo.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os setores de veículos (+8,8%), têxtil (+8,7%) e de extração de minerais metálicos (+3,4%) registram aumento no consumo, mesmo sem o impacto da migração na análise. Neste mesmo cenário sem migração, os maiores índices de retração pertencem aos segmentos de comércio (-10,9%), transporte (-9,2%) e de serviços (-7,2%).

Já a geração de energia no Sistema somou 63.479 MW médios no período, queda de 3,3%. A produção das usinas térmicas subiu 7,4% e as eólicas geraram 17,9% a mais no período. As usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, apresentaram queda de 7,1% na energia produzida em 2018

O InfoMercado Dinâmico também apresenta estimativa da produção das usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE, em janeiro, equivalente a 108,6% de suas garantias físicas, ou 50.281 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual é de 92,2%.

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