UHEs de Caconde e Limoeiro devem reduzir liberação de água até o fim de abril

Reservatórios das duas usinas, que ficam no rio Pardo (SP/MG), deverão reduzir descarga mínima para garantir os usos múltiplos da água na bacia, que está com baixo volume acumulado de água

Redução no fluxo

A partir desta segunda-feira, 26 de fevereiro, está em vigor a Resolução nº 9/2018, da Agência Nacional de Águas (ANA), que determina a redução temporária da descarga (liberação de água) mínima dos reservatórios das hidrelétricas Caconde e Limoeiro, ambas no rio Pardo e no Estado de São Paulo. Segundo o documento, até 30 de abril deste ano a vazão liberada pela hidrelétrica Caconde cai de 32m³/s para 10m³/s, enquanto Limoeiro passa de 19m³/s para 13m³/s. A partir de 1º de maio o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) deverá adotar novamente as descargas mínimas anteriores à Resolução nº 9/2018.

De acordo com o documento da ANA, a autorização para redução da descarga mínima das usinas Caconde e Limoeiro deverá ser suspensa caso os usuários com outorga de direito de uso de recursos hídricos a jusante (abaixo) da barragem da hidrelétrica Caconde sejam afetados. Caberá à empresa AES Tietê, que opera ambas as hidrelétricas, divulgar amplamente sobre a redução das descargas mínimas nas cidades ribeirinhas na área de influência das usinas, além de se articular com a Marinha para garantir a segurança da navegação no rio Pardo.

Como as medidas dizem respeito a reservatórios de aproveitamentos hidrelétricos, a ANA se articulou com o ONS para definir as condições de operação, conforme prevê a Lei nº 9.984/2000, que criou a Agência. Para a elaboração da Resolução nº 9/2018 também foi levada em consideração a situação hidrometeorológica desfavorável pela qual passa a bacia hidrográfica do rio Pardo, entre Minas Gerais e São Paulo. Neste contexto, a redução das descargas mínimas visa a garantir os usos múltiplos da água na bacia.

Rio Pardo

O rio Pardo nasce em Ipiúna (MG) e percorre 573km até desaguar no rio Grande. Na porção paulista da bacia, o Pardo tem três hidrelétricas instaladas e operadas pela AES Tietê: Caconde, Euclides da Cunha e Limoeiro. O curso d’água tem como principal afluente o rio Mogi-Guaçu e passa por municípios economicamente importantes, como: Poços de Caldas (MG), Ribeirão Preto (SP), Barretos (SP), entre outros.

Hidrelétrica Caconde

Localizada no rio Pardo no município de Caconde (SP), a usina tem capacidade instalada de 80,4 MW e começou suas operações em 1966. O reservatório da hidrelétrica, que opera a fio d’água, que é gerenciado pela AES Tietê, tem uma área de 31km² e capacidade de acumular 555 hm³ ou 555 bilhões de litros d’água. Inicialmente, a hidrelétrica era conhecida como Graminha, mas o nome mudou para Caconde nos anos 90. Até ontem, 25 de fevereiro, o reservatório acumulava 31,17% de seu volume útil, sendo que um ano antes o volume útil era de 77,80%. Estes dados podem ser visualizados no Sistema de Acompanhamento de Reservatórios (SAR).

Hidrelétrica de Limoeiro

A hidrelétrica Limoeiro é oficialmente chamada de UHE Armando Salles de Oliveira e fica no município de Mococa (SP). Com potência instalada de 32,2 MW, a usina entrou em operação em 1958 e é gerenciada pela AES Tietê. O reservatório de Limoeiro tem um volume máximo normal de 25,16 hm³ ou 25,16 bilhões de litros d’água.

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