Usina biotérmica vai gerar energia limpa para região do Rio Grande do Sul

Biogás na atmosfera com a termelétrica de Minas do Leão evitará que 170 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) sejam jogados na atmosfera por ano

GE e térmica

A empresa Solví Valorização Energética (SVE), do grupo Solví, e a divisão de Distributed Power da GE anunciam projeto de usina Biotérmica movida a biogás de aterro no município de Minas do Leão, no Rio Grande do Sul. A empresa escolhida para o projeto foi a Biotérmica Energia, empresa do Grupo Solví e Copelmi, que construíram a primeira planta no estado a gerar eletricidade a partir do biogás do lixo urbano depositado em aterro sanitário. O projeto completo soma investimentos superiores a R$ 30 milhões e, inicialmente, terá capacidade de geração de 8,5MW – podendo chegar a 17 megawatts (MW), ou o suficiente para atender a uma cidade de cerca de 200 mil habitantes.

O Aterro de Minas do Leão, operado pela empresa Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos-CRVR, empresa também pertencente o Grupo Solví e a Copelmi, recebe diariamente 3,5 mil toneladas de resíduos urbanos provenientes de Porto Alegre e outros 130 municípios do Rio Grande do Sul. O biogás extraído do aterro é tratado com tecnologias avançadas de tratamento e encaminhado para combustão em 6 motores GE Jenbacher de 1.4 MW de potência (modelo JGC 420).  Os motores GE Jenbacher movidos a biogás de aterro foram desenvolvidos para funcionar a plena carga e com alta eficiência mesmo havendo baixo valor de aquecimento e flutuações de qualidade e de pressão do gás, fatores que impactam diretamente na taxa de geração de energia. Adicionalmente, o equipamento conta com a tecnologia Leanox, que reduz a emissão de gases de escape.

Ao evitar a queima e lançamento do metano presente no biogás na atmosfera – processo usualmente realizado em aterros sanitários – a termelétrica de Minas do Leão evitará que 170 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) sejam emitidos anualmente. “O projeto da Biotérmica Energia é ambientalmente correto e sustentável. A partir do aterro sanitário de Minas do Leão temos a matéria-prima para gerar energia limpa e renovável, o que ajudará a reduzir a emissão de gases de efeito estufa e a preservar a fauna e flora da região”, comenta Carlos Bezerra, Diretor da Solví Valorização Energética – SVE.

O projeto da usina Biotérmica Energia é anunciado em um momento em que o país investe em novos meios para geração de energia, buscando combustíveis que possam operar em complementaridade às usinas hidrelétricas e que, paralelamente, reduzam a dependência pelo sistema elétrico central, adotando o modelo conhecido como geração distribuída ou geração descentralizada. Neste modelo, a energia é gerada próximo ao ponto de consumo, o que evita o investimento em grandes usinas geradoras e reduz as perdas em extensas linhas de transmissão e distribuição.

“Gerar energia próximo ao ponto de uso é um meio bastante eficiente de levar resiliência, estabilidade e segurança ao grid. Este é um modelo bastante utilizado mundialmente e no qual o Brasil começa a investir a fim de superar seus desafios energéticos”, comenta Juan Galan, líder da divisão de Distributed Power da GE para o mercado brasileiro.

Globalmente a GE estima que a capacidade de instalação de sistemas de geração distribuída irá aumentar de 218 GW em 2012 para 272 GW em 2020, o que representa um incremento de 54 GW ou 2,8% ao ano. Na Brasil, a empresa estima que as tecnologias de geração distribuída possam acrescentar 4,2 GW de energia ao sistema elétrico em apenas 24 meses, o que seria suficiente para levar energia a mais de 12 milhões de habitantes, ou o equivalente a uma cidade como São Paulo.

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