Especialista da FGV analisa anúncio brasileiro do aumento de importação de energia

O consultor da FGV Energia, no entanto, diz que a maior dificuldade dos projetos de eficiência energética tem sido o financiamento

Volumes dos reservatórios

Estamos em meio ao período seco e as chuvas vêm se apresentando abaixo do esperado. Para o consultor da FGV Energia, Paulo César Fernandes da Cunha, isso levou o governo federal a tomar medidas para garantir o fornecimento de energia elétrica, tais como a autorização para importação, com vigência até dez/2018.

“O intercâmbio energético do Brasil com os países vizinhos é uma prática recorrente. Algumas vezes importando, outras exportando a energia. Essa modalidade permite explorar a complementaridade entre os excedentes e as demandas de cada país. Como estamos no período seco e os níveis dos reservatórios já estão baixos, aparece a oportunidade de aproveitamento de eventuais excedentes de energia produzida na Argentina ou no Uruguai”, explica Paulo César Fernandes da Cunha.

O consultor da FGV Energia aponta ainda que na importação os custos da energia são equivalentes aos preços do mercado brasileiro de curto-prazo. Segundo ele, eventuais diferenças a maior ou a menor são compensadas na própria contabilização do mercado por meio dos encargos de serviços do sistema. “Dessa forma a importação não deverá provocar alterações nos custos a serem repassados aos consumidores, nem alterar as bandeiras tarifárias”, analisa o especialista.

Para o consultor, tendo em vista os impactos econômicos e ambientais do uso da energia, aumentar a eficiência energética é sempre a melhor alternativa para a sociedade. Segundo ele, as principais medidas para o aumento da eficiência são os investimentos em conscientização da população para o tema, bem como o desenvolvimento de programas de apoio para a substituição de equipamentos por modelos mais eficientes e o aprimoramento de processos.

O consultor da FGV Energia, no entanto, diz que a maior dificuldade dos projetos de eficiência energética tem sido o financiamento. “A busca de eficiência energética deve ser uma política permanente, e seus resultados são cumulativos e de longo prazo”, alerta.

Investimentos na área – O consultor da FGV Energia afirma que, além dos esforços para a racionalização do uso, “investimentos para a expansão da oferta de energia através de fontes térmicas mais baratas, tais como o gás natural, bem como a ampliação do armazenamento hídrico, favorecem a estabilidade do atendimento energético e a redução dos custos da energia durante os períodos de estiagem, que sempre irão ocorrer”.

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