CCEE indica aumento de 4,6% no consumo de energia em outubro

A geração de energia no Sistema, por sua vez, também cresceu em outubro, quando a produção alcançou 62.491 MW médios no período, montante de energia 4,4% superior ao registrado em 2016

Divulgação

 

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 16 de outubro indicam aumento de 4,6% no consumo e de 4,4% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período de 2016. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

O consumo de energia no Sistema Interligado Nacional – SIN, nas duas primeiras semanas de outubro, alcançou 60.684 MW médios, aumento de 4,6% quando comparado ao consumo no mesmo período de 2016. O consumo no Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, subiu 2,8%, quando analisado já com o reflexo da migração de consumidores para o mercado livre (ACL). Caso esse movimento de mercado fosse desconsiderado, o aumento seria de 6,8% no ACR.

No Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores, houve elevação de 9,4% no consumo, número impactado pelas novas cargas vindas do mercado cativo (ACR). Sem a presença desses novos consumidores na análise, o ACL apresentaria queda de 1,1% no consumo.

Dentre os segmentos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os ramos de veículos (+9,5%), saneamento (+5,3) e de serviços (+3,5%) registraram incremento no consumo, mesmo quando a migração é desconsiderada. Por outro lado, os maiores índices de retração, nesse mesmo cenário de migração, pertencem aos segmentos de bebidas (-6,8%), químico (-5,9%) e de minerais não metálicos (-5,6%).

A geração de energia no Sistema, por sua vez, também cresceu em outubro, quando a produção alcançou 62.491 MW médios no período, montante de energia 4,4% superior ao registrado em 2016. Os números são impulsionados pelo crescimento na produção das usinas térmicas (+24,1%) e eólicas (+37,9%). Já a geração hidráulica, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, foi 6,7% inferior no período analisado.

O InfoMercado Dinâmico também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, em outubro, o equivalente a 62,4% de suas garantias físicas, ou 37.723 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual foi de 68,5%.

 

 

0 acharam esta informação útil

0 não acharam esta informação útil

Assuntos desta notícia