Fontes renováveis podem criar ainda mais negócios para o Brasil, diz Ministro

Fundo de Energia do Nordeste vai permitir alavancar investimentos de pelo menos R$ 13 bilhões para projetos de energia elétrica

BNDES e o aporte

A expansão da energia elétrica no Brasil, com cada vez mais participação das energias renováveis, trará oportunidades de investimentos. Na avaliação do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, os estados terão importante papel nesse processo. Durante a abertura do Fórum Nacional de Secretários de Estado para Assuntos de Energia nesta sexta-feira em Recife, o ministro convidou os secretários ao diálogo com o Ministério de Minas e Energia (MME), para junto com o Governo Federal buscar projetos que aumentem e fortaleçam a geração e transmissão, com menores custos para o consumidor.

“Estamos diante de um desafio que não é exclusivo da União, dos estados, ou dos municípios. Só venceremos as dificuldades que estão postas se nós formos capazes de trabalharmos de forma cooperada, construtiva e para juntos vencermos esses desafios que vão desde a questão hidrológica, que tem se caracterizado em um desafio cada vez maior para um modelo que é hidrotérmico”, afirmou Braga.

O compromisso assumido pelo Brasil nos Estados Unidos, para a expansão das energias renováveis na matriz energética até 2030, pode se configurar num estímulo aos investimentos, avalia o ministro. “Temos uma meta para que nossa matriz seja baseada em energia solar, biomassa, eólica. E chegarmos lá representará um capital importante para o Brasil. Dependerá de uma estrutura monetária, de financiamentos. Para os estados, isso significa oportunidades de investimentos”.

A geração de energia próxima aos centros de carga também foi apontada pelo ministro como uma das questões que precisam ser debatidas entre os agentes do setor, incluindo as secretarias estaduais de energia, reduzindo perdas técnicas para aumentar a segurança do abastecimento energético.

FEN

Como exemplo de propostas que podem ser construídas com diálogo entre o governo e a iniciativa privada, o ministro citou a criação do Fundo de Energia do Nordeste (FEN), encabeçado pela Chesf, que vai permitir alavancar investimentos de pelo menos R$ 13 bilhões para projetos de energia elétrica que beneficiarão todo o país.

“Aqui no Nordeste, a Chesf vai começar a viver um novo momento com o FEN, de uma grande parceria de investimentos em energia e linhas de transmissão, para que possamos ter ainda mais segurança energética e contribuição do Nordeste para reduzir o custo do nosso sistema”, disse o ministro.

O ministro também apontou como um ponto que precisará ser discutido a expansão da produção de energia pelo gás natural, fonte que precisa se tornar a principal de origem fóssil na matriz elétrica, antes do petróleo.

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