Israel repudia acordo nuclear entre G5+1 e Irã

"Grande erro de proporções históricas", enquanto a comunidade internacional celebrou o fim de dois anos de negociações lideradas por Obama

Israel e o acordo

Israel repudiou nesta terça-feira o acordo sobre o desenvolvimento nuclear iraniano assinado com o Grupo 5+1 e afirmou que o país “não está comprometido” com o pacto, conforme informou um comunicado do escritório do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Após uma reunião de emergência do Gabinete de Segurança de Israel liderada por Netanyahu para analisar as ramificações do acordo, o grupo discordou de maneira “unânime” do pacto e disse não estar comprometido com o resultado das negociações.

Em declarações à imprensa antes do encontro e momentos após uma conversa por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, segundo a imprensa local, o primeiro-ministro israelense criticou o pacto histórico firmado entre Irã e o G5+1, que põe fim a mais de uma década de conflito aberto sobre o programa nuclear iraniano.

O líder israelense sempre mostrou oposição a um compromisso em torno do desenvolvimento do programa nuclear iraniano por considerá-lo uma ameaça à existência de seu país.

Ao saber da assinatura do acordo, Israel repudiou e o considerou um “grande erro de proporções históricas”, enquanto a comunidade internacional celebrou o fim de dois anos de negociações lideradas por Obama.

“As potências internacionais (EUA, China, Reino Unido, França, Rússia e Alemanha) apostaram nosso futuro coletivo em um pacto com o maior patrocinador do terrorismo internacional. Apostaram que em dez anos o regime terrorista do Irã mudará”, disse.

Segundo sua opinião, nos próximos anos o Irã terá tempo para enriquecer a capacidade de produzir muitas bombas nucleares, “um arsenal nuclear com os recursos para desenvolvê-lo”, lamentou Netanyahu ao insistir que Teerã manterá seu programa nuclear.

“Sempre nos defenderemos”, concluiu o líder, que renovou seu “compromisso” de evitar que o Irã adquira a capacidade militar para fabricar armas atômicas.

Com Ag.EFE

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