Ministros de Relações Exteriores participarão de negociação nuclear com Irã

Encontro entre Ministros acontece hoje na Alemanha

Urânio e as reservas

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohamad Javad Zarif, se reúnem hoje com os de Alemanha, França e Reino Unido para continuar a negociação de um acordo que garanta que Teerã não vise a fabricação armas atômicas, segundo informaram fontes diplomáticas iranianas em Viena nesta sexta-feira (19).

A reunião, que está prevista para ocorrer em Luxemburgo, também contará com a presença da chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini.

De acordo com as fontes iranianas, ainda não há informações sobre a possível participação do secretário de Estado dos EUA, John Kerry, ou do ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov.

As fontes iranianas garantem que Zarif se reunirá com os ministros da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier; da França, Laurent Fabius; e do Reino Unido, Philip Hammond, em um encontro que ocorrerá a apenas nove dias do prazo que Irã e as grandes potências estabeleceram para chegar a um acordo.

O Irã e o Grupo 5+1 (EUA, França, China, Reino Unido, Rússia e Alemanha) negociam há 16 meses um acordo que imponha limites ao programa nuclear iraniano em troca da suspensão de sanções econômicas e que deveria estar pronto até o dia 30 de junho.

O objetivo do acordo é impor limites ao programa nuclear iraniano de modo que a comunidade internacional tenha a certeza de que Teerã não estará em condições de desenvolver uma arma atômica em um prazo inferior a 12 meses, caso hipoteticamente tente desenvolvê-la.

Um regime mais severo de inspeções e a redução da capacidade de produzir combustível nuclear são algumas das questões que fazem parte desse acordo.

Desde quarta-feira, Viena foi sede de uma rodada de conversas entre a diretora política da UE, Helga Schmid, em representação do Grupo 5+1, e os vice-ministros de Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi e Majid Tajt Ravanchi. Os encontros também tiveram a participação de dirigentes americanos e russos.

Com Ag.EFE

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