Nucleares na parceria entre a Rússia e o Brasil

País tem interesse na tecnologia e na busca por energia mais limpa

Eletrobras e as nucleares

A cooperação científica e tecnológica na área de energia elétrica, com atenção especial na área nuclear, está nos planos do Brasil e a Rússia. A informação é do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga.

“O núcleo de nosso interesse foi em Ciência e Tecnologia e pesquisa. Estive em contato com um instituto de tecnologia nuclear, sobre extensão de vida útil das usinas nucleares por mais 60 anos. Falamos também sobre novos projetos e eles estão interessados”, comentou Braga.

O ministro vislumbrou também possibilidade de incremento econômico entre empresas dos dois países, além da cooperação tecnológica.  “Há grandes perspectivas de a relação econômica ficar cada vez mais forte”, disse Braga.

A Rússia confirmou o interesse dos dois governos em impulsionar acordos em energia nuclear para fins pacíficos. “No Brasil, esta não é apenas uma questão de governo, mas uma determinação constitucional de que a energia nuclear seja usada apenas para fins pacíficos”, ressaltou o vice-presidente Michel Temer, que comandou a comitiva em viagem à Europa.

Nessa linha, a Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. e a Rosatom América Latina assinaram memorando de entendimento. A ideia é estimular o intercâmbio para explorar oportunidades de negócio, como a construção do reator nuclear multipropósito brasileiro.

Na Polônia, com encontro com a primeira-ministra do país, Ewa Kopacz, e com autoridades e empresários. “Foi uma viagem muito produtiva. Não só o interesse da Polônia, mas dos empresários brasileiros pela Polônia. Há necessidade de aproximação muito grande entre nossos países”, falou Temer

As possibilidades são também reais na área de energia, segundo Eduardo Braga: “Somos um porto seguro para investimentos poloneses”, afirmou.

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