Projeção da CCEE mostra PLD na faixa de R$ 190/MWh em 2017

Comportamento das afluências abaixo da média no período úmido eleva preço até maio

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A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apresentou nesta segunda-feira (02) análise do comportamento do Preço de Liquidação das Diferenças – PLD de dezembro e início de janeiro. A expectativa de um período úmido sem grandes volumes de afluências, principalmente na região Sudeste/Centro-Oeste, deve influenciar diretamente no aumento do preço nos primeiros cinco meses de 2017. O cenário de elevação, contudo, deve mudar na segunda parte do ano, mantendo o PLD médio em R$ 190/MWh.

“As afluências no Sudeste/Centro-Oeste de dezembro já apresentaram queda nos índices quando comparamos com a média histórica e devem permanecer abaixo da MLT nos próximos meses. Por se tratar da principal região de suprimento energético do país, indica que o período úmido de 2017 não será muito favorável na região, impactando no aumento do PLD nos primeiros meses do ano”, afirma o gerente de preço da CCEE, Rodrigo Sacchi.

O preço da primeira semana de janeiro (R$ 148,04/MWh) sofreu impacto da queda nas afluências em dezembro, ficando acima da média do PLD, já republicado, de dezembro (R$ 122,42MWh), indicando o comportamento de elevação do preço até maio, segundo as projeções da CCEE. “Apesar da redução significativa da carga para os próximos cinco anos, o cenário hidrológico desfavorável deve implicar em preços relativamente altos”, analisa.

Já os níveis dos reservatórios no Sudeste (33,7%) ficaram praticamente estáveis em dezembro com retração de apenas 0,1% na energia armazenada. Houve redução mais expressiva no Sul (-13,1%), mas os níveis ainda permanecem altos, alcançando 60,3%. O Nordeste apresentou recuperação no período, quando os níveis elevaram-se em 6,7% com armazenamento de 16,5% em dezembro. Os reservatórios do Norte, por sua vez, estão com 18,9% (-3,7%), mas a região tem um ciclo de chuvas mais atrasado em relação às demais, o que ainda possibilita uma recuperação nos níveis de seus reservatórios nos próximos meses.

A carga de energia para todo o Sistema ficou 1,46% acima da projeção feita no PMO de dezembro, influenciada pela elevação das temperaturas no último mês do ano.

Segundo as análises, o fator de ajuste do MRE médio anual deve ficar em 87,4% para 2016. Para 2017, diante de um cenário com menor crescimento no consumo de energia e com a perspectiva de afluências abaixo da média histórica, a expectativa é que o fator de ajuste do MRE médio anual deva ser ainda menor, por volta de 83%.

Em dezembro, os Encargos de Serviços do Sistema – ESS foram estimados em R$ 199 milhões, totalizando R$ 3,8 bilhões ao longo de 2016.

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