Indústria contrai produção e consumo de energia recua 3,8% em abril, mostra EPE

Metalurgia concentra mais de um quinto de toda a demanda industrial por energia elétrica

Recuo nas montadoras

O consumo industrial de energia na rede seguiu em baixa no mês de abril, anotando-se redução em todas as regiões. O total demandado foi de 14.568 GWh, 3,8% abaixo do valor apurado em abril de 2014 e 1,2% abaixo do mês de março, na comparação dessazonalizada.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, dos 37 segmentos industriais cujo consumo de energia é monitorado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no âmbito da COPAM, 22 aumentaram a demanda e 15 reduziram. Contudo, considerando os 10 subsetores que concentram 79% do consumo de toda a indústria na rede, apenas quatro apresentaram demanda maior, o que explica o resultado agregado negativo.

Na metalurgia, que concentra mais de um quinto de toda a demanda industrial por energia elétrica, o comportamento do consumo está especialmente relacionado à performance da indústria do alumínio. Em l inha com as estatísticas divulgadas pela ABAL, que indicam queda de 28,1% da produção no mês e de 30,2% no ano, houve redução no consumo de energia no setor no Pará (5%), em Minas Gerais (16%) e em São Paulo (11%). No Maranhão, onde a Alcoa anunciou no final de março um corte adicional na produção de 74 mil toneladas, o consumo industrial despencou 62%.

Por outro lado, no Rio de Janeiro, o consumo de energia no segmento da metalurgia cresceu 6% devido à produção de produtos siderúrgicos basicamente voltados para a expor tação, favorecida pela depreciação cambial. Este resultado está em linha com as estatísticas do Instituto Aço Brasil, que indicam crescimento de 4,4% na produção do aço bruto.

No setor automobilístico, a queda no consumo de energia acompanhou a retração de 22% da produção de veículos, conforme a ANFAVEA. Os maiores recuos no consumo se deram no Rio Grande do Sul (16%), em Minas Gerais (15%), no Paraná (14%) e em São Paulo (7%).

No setor químico, houve retração generalizada no consumo de energia: Rio de Janeiro, 26%, Minas Gerais, 22%, Alagoas, 10%, Bahia e Pernambuco, 6% e São Paulo, 3% foram os estados mais afetados. A exceção foi o Rio Grande do Sul, onde o consumo setorial de energia cresceu 44%, devido às paradas para manutenção ocorridas no Polo de Triunfo em abril de 2014.

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