CTG investe R$ 7 milhões em novo gasoduto virtual

O projeto inicia abastecendo um volume mensal aproximado de 300.000 Nmᵌ/mês, sendo que o contratado é de 500.000 Nmᵌ/mês

Tecnologia no gás

O “Projeto Estruturante Jarinú” desenvolvido pela Companhia de Transporte de Gás (CTG) abastecerá com gás natural, depois de descomprimido, a rede secundária de distribuição construída no Parque Industrial Brazilian Business Park. Esta solução só é possível através de um Gasoduto Virtual, que consiste na construção de base de recebimento de GNC, gás natural comprimido, em uma determinada localidade, nela se armazena o GNC abastecido por rodovias mediante o uso de unidades de transporte e armazenamento de GNC. Nesta base o GNC é descomprimido e injetado na rede de distribuição secundária à qual são ligados os consumidores como industrias, comércios e residências, como já feito na cidade de Campos do Jordão, por exemplo.

Para a realização de um Projeto Estruturante são necessárias duas partes participantes: uma companhia concessionária de distribuição de gás natural por dutos, que constrói a rede de distribuição e comercializa o GN, e uma distribuidora de Gás Natural Comprimido, devidamente homologada pela ANP, que comprime o GN em sua base de Compressão, transporta GNC com caminhões do tipo feixe e o entrega descomprimido na rede. Dessa forma, torna-se viável oferecer o gás natural, com as vantagens ambientais e econômicas, para empresas e consumidores que não seriam atendidos pela rede de dutos de distribuição das Concessionárias de Distribuição de gás natural por dutos. ”Estamos levando gás natural para locais em que um gasoduto tradicional ainda não se viabiliza economicamente”, afirma Horacio Ruben Andrés, Presidente da CTG.

O projeto inicia abastecendo um volume mensal aproximado de 300.000 Nmᵌ/mês, sendo que o contratado é de 500.000 Nmᵌ/mês. Com o início do abastecimento, mais uma região fora da rede de dutos de transporte e distribuição passa a ser beneficiada com a disponibilidade do Gás Natural, energético mais limpo e econômico. “O GN é o menos poluente de todos os combustíveis fósseis, portanto, proporciona menos emissões contaminantes em relação aos outros tipos, beneficiando a população e tornando melhor a qualidade do ar”, ressalta Andrés. Para as indústrias, além do benefício econômico destaca-se também a facilidade de operação o que consequentemente elimina a necessidade de áreas de armazenamento e custos adicionais demandados por outros energéticos para condicioná-los a queima.

O projeto foi desenvolvido entre a CTG, companhia homologada pela ANP como empresa distribuidora de GNC, com base de compressão em Itatiba e a Comgás, companhia concessionária distribuidora de gás por dutos para a região de Jarinú. Para desenvolver esse projeto a CTG tem feito um investimento de R$ 7 milhões em equipamentos, infraestrutura eletromecânica na base de recebimento, infraestrutura de comunicação, unidades de transporte e armazenamento, cavalo mecânico e outros. O projeto atende a um contrato de 5 anos com valor aproximado de R$ 30 milhões. “Esse projeto fará que empresas se beneficiem com a disponibilidade do gás natural que precisam, o mesmo podendo acontecer com pequenas localidades. Trata-se de uma ferramenta que permite a ‘democratização’ do uso de Gás Natural, antecipando a disponibilidade do mesmo à chegada dos dutos pelo gás convencional”, conclui Andrés.

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