Leilões podem gerar mais de 500 mil empregos diretos e indiretos no País

Estimativa de entidade do setor é que investimentos sejam responsáveis pela geração de novas vagas nos diversos setores da economia

Alexandre Brum

Investimentos, arrecadação de impostos e royalties, além de crescimento econômico, são parte dos efeitos esperados após a realização próximo leilão para de petróleo na camada pré-sal. Com a expectativa de R$ 100 bilhões serem aplicados nas novas áreas de exploração, haverá outra consequência positiva no dia a dia das pessoas: a geração de empregos.

Com a retomada da cadeia de produção de petróleo a partir de novos leilões, a Abespetro, entidade que representa empresas de serviço do petróleo, estima a criação de 500 mil empregos diretos e indiretos. Eles virão nas mais diversas áreas, da indústria naval ao comércio, passando por transportes, turismo e educação.

“O efeito [na cadeia de produção] é sempre muito diversificado”, explica o analista Walter de Vitto, da Tendências Consultoria. “Você tem sempre o metalúrgico, produtores de aço para construção de navios e plataformas”, citou ele, ao exemplificar áreas com alto potencial para geração de postos de trabalho.

Em uma área que registrava 836 mil empregos em 2013, a estimativa da Abespetro simboliza uma retomada ao patamar alcançado anteriormente. Especialista da Ativa Investimentos, Phillip Soares aponta que o impacto da exploração de petróleo na economia possui um efeito cascata, em especial nas localizações onde essa atividade é desenvolvida.

“Em termos de atividade, [a exploração] tem um efeito cascata”, afirmou. Ele cita como exemplo o setor imobiliário em Macaé, no Rio de Janeiro, que se beneficiava com o interesse das empresas, em particular a Petrobras, no setor de consumo na região, já que, com emprego, as pessoas passam a comprar mais.

Regras claras

Com o desenvolvimento dos blocos da camada de pré-sal, que já chegou a bater um recorde de 1,35 milhões de barris de petróleo por dia, e regras mais claras, investidores e mais de 20 empresas entram na disputa mais animadas com setor de óleo e gás, na medida em que a economia brasileira começa a crescer.

Os impactos econômicos, segundo apontam especialistas, são evidentes, com impactos na geração de riqueza, empregos e melhora nas contas públicas – essa última como resultado dos royalties do petróleo, uma espécie de pagamento pelo direito de explorar áreas cedidas pela União.

Para o analista Walter de Vitória, as expectativas com a proximidade do leilão da próxima semana, tanto de atratividade quanto de potencial econômico, são as melhores. Segundo ele, os impactos econômicos são evidentes, com influências positivas na cadeia de produção de petróleo, desde a competição de fornecedores brasileiros e estrangeiros ao setor de pesquisa e tecnologia.

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