PPI varia 0,35% em 2016 e refino de petróleo é destaque, diz IBGE

Em janeiro de 2016, os preços da indústria geral variaram, em média, 0,35% quando comparados ao mês anterior, número inferior ao de dezembro/2016 (1,29%). Entre as 24 atividades …

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Em janeiro de 2016, os preços da indústria geral variaram, em média, 0,35% quando comparados ao mês anterior, número inferior ao de dezembro/2016 (1,29%). Entre as 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação, dez apresentaram variações positivas de preços, contra 19 do mês anterior. O acumulado em 12 meses foi de 1,38%, contra 1,71% em dezembro de 2016. Em janeiro de 2016, o índice ficou em 0,68%. Os dados foram apresentados pelo IBGE.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede a evolução dos preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange informações por grandes categorias econômicas, ou seja, bens de capital, bens intermediários e bens de consumo (duráveis e semiduráveis e não duráveis).

Em janeiro de 2017, a variação de preços de 0,35% frente a dezembro repercutiu da seguinte maneira entre as grandes categorias econômicas: -0,19% em bens de capital; 1,03% em bens intermediários; e -0,59% em bens de consumo, sendo que 0,69% foram a variação observada em bens de consumo duráveis e -0,96% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

A influência das grandes categorias econômicas foi de -0,02 p.p. de bens de capital, 0,57 p.p. de bens intermediários e -0,21 p.p. de bens de consumo. No caso de bens de consumo, -0,27 p.p. devem-se às variações de preços observadas nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis e 0,06 p.p. nos bens de consumo duráveis.

No acumulado em 12 meses, a variação de preços da indústria alcançou, em janeiro, 1,38%, com as seguintes variações: bens de capital, -2,92% (-0,26 p.p.); bens intermediários, 0,65% (0,37 p.p.); e bens de consumo, 3,68% (1,27 p.p.), sendo que a influência de bens de consumo duráveis foi de 0,24 p.p. e a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 1,04 p.p.

Em janeiro, 10 das 24 atividades apresentaram variações positivas de preços, contra 19 do mês anterior. As quatro maiores variações observadas em janeiro se deram entre os produtos compreendidos nas seguintes atividades industriais: refino de petróleo e produtos de álcool (5,54%), fumo (-3,47%), metalurgia (3,28%) e impressão (3,22%).

Em termos de influência, na comparação entre janeiro/2017 e dezembro/2016 (0,35%), sobressaíram refino de petróleo e produtos de álcool (0,56 p.p.), alimentos (-0,48 p.p.), metalurgia (0,24 p.p.) e outros produtos químicos (0,14 p.p.).

No acumulado em 12 meses, a variação de preços ocorrida foi de 1,38%, contra 1,71% em dezembro/2016. As quatro maiores variações de preços ocorreram em indústrias extrativas (60,34%), fumo (-14,13%), outros equipamentos de transporte (-13,87%) e impressão (13,66%). Neste indicador, os setores de maior influência foram: indústrias extrativas (1,42 p.p.), outros produtos químicos (-1,19 p.p.), alimentos (0,94 p.p.) e metalurgia (0,54 p.p.).

Indústrias extrativas: em janeiro de 2017, os preços da atividade tiveram variação positiva de 2,06%, em relação a dezembro do ano anterior. No acumulado em 12 meses, os preços das indústrias extrativas variaram positivamente em 60,34%, sendo a principal variação observada nesta comparação da indústria geral, com influência de 1,42 p.p. Com exceção dos “óleos brutos de petróleo”, todos os produtos analisados na atividade apresentaram variação positiva em relação ao mês imediatamente anterior.

Refino de petróleo e produtos de álcool: a variação média dos preços do setor em janeiro de 2017 contra dezembro de 2016 foi de 5,54%, maior variação entre todos os setores levantados pela pesquisa. Esse comportamento fez com que o setor fosse o mais influente no resultado das indústrias extrativas e de transformação, respondendo por 0,56 p.p. em 0,35%. Vale frisar, ainda, que é o pico da série (iniciada em janeiro de 2010). No acumulado em 12 meses, os preços estiveram 3,57% maiores, resultado positivo que não acontecia desde julho de 2016 (0,09%).

Metalurgia: ao comparar os preços do setor em janeiro de 2017 contra dezembro de 2016 pode-se reparar a continuidade de reversão das quedas registradas em outubro e setembro, alcançando uma variação média de preços positiva em 3,28% (segunda maior variação da indústria de transformação no mês) e, desta forma, acumulando nos últimos 12 meses uma variação positiva de 7,62%.

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