Azimut inova e apresenta primeiro fundo de impacto social

Quando comparado com outros investimentos, a grande diferença seria o repasse do lucro da Azimut na gestão e manutenção diária do fundo para aceleradoras e ONGs

Alexandre Azevedo

A Azimut deu um salto importante para os investimentos no País com o lançamento do Azimut Impacto Social FIC FIM, o primeiro fundo nacional com viés de impacto social.

A modalidade oferece ao investidor a oportunidade de participar e contribuir para uma sociedade melhor através de um investimento tradicional, conservador e eficiente em relação às aplicações convencionais.

A criação do fundo surge de um movimento global de mais de US$ 50 bilhões aplicados em fundos de impacto social e fortalecerá o ecossistema de investimento no País. “Estudamos o impacto social por um ano, já que se trata de uma tendência mundial. No Brasil, não existia um movimento como esse, ou seja, sem muita atração para o microcrédito, investimento social, infraestrutura e sustentabilidade e que possa atrair investidores jovens”, disse o diretor comercial da Azimut Brasil Wealth Management, Alexandre Azevedo.

De acordo com Azevedo, no Brasil a nova tendência tem como meta atender a demanda de uma nova geração de investidores que, mais do que focar exclusivamente no retorno sobre seu capital, deseja que seu dinheiro também ajude a gerar valor para a sociedade.

“Inovar e contribuir para sociedade faz parte do DNA da Azimut e a criação deste fundo, acessível a todos os investidores, representa uma nova referência para o país, um novo jeito de investir ao alcance de quem quer ajudar a sociedade ”, disse o presidente do Grupo Azimut Brasil, Giuseppe Perrucci,  referindo-se também à Onlus, fundação italiana da Azimut Holding SpA que nos últimos cinco anos já ajudou milhares de famílias que enfrentam dificuldades sociais e econômicas. “Todo mundo deseja uma sociedade com menos desigualdade e violência, além de um Brasil com mais saúde, segurança e educação, criando mais empregos e oportunidades para aumentar a renda dos brasileiros. Nós estamos dando uma resposta a esse desejo, o crescimento do fundo e o seu sucesso claramente contribuirão para o bem maior da sociedade”, acrescentou.

Com cota inicial acessível, qualquer investidor brasileiro poderá investir em um fundo conservador, de liquidez diária, que além de ter o objetivo de entregar 100% do CDI, contribuirá para causas sociais nos âmbitos de educação, saúde, renda, segurança, microcrédito, transporte e infraestrutura.

“A nossa proposta tem como foco principal a transparência e, com isso, vamos elaborar relatórios semestrais que serão apresentados junto com nossos resultados financeiros. Será uma forma inovadora de atingir a sociedade”, considerou Azevedo.

Quando comparado com outros investimentos, a grande diferença seria o repasse do lucro da Azimut na gestão e manutenção diária do fundo para aceleradoras e ONGs, que invistam em empresas que geram transformação social e têm um impacto social positivo. As empresas, que receberão essas doações ou investimentos, também são focadas em desenvolver negócios que sejam rentaveis no médio-longo prazo, mas tem em sua essência ajudar a sociedade de uma forma ou outra.

“Neste primeiro momento, já somamos mais de R$10 milhões vindos de investidores jovens com influência e conscientização sobre o cenário social e com o apetite para fazer uma sociedade melhor e sem esperar que apenas dos governos. Apostamos na nova proposta do  fundo, que também é parte de um movimento global”, avaliou o executivo.

Movimento Global

O primeiro fundo aberto da Azimut com viés de impacto social do Brasil faz parte de um movimento global que conta com mais de US$ 50 bilhões já aplicados mundialmente em fundos que investem em empresas que geram impacto social e ambiental mensurável junto com um retorno financeiro. A Azimut estima que o volume investido em fundos de impacto social ao redor do mundo deve chegar aos US$ 250 bilhões até 2020.

“O Brasil não pode ficar fora deste movimento global, vamos fortalecer esse ecossistema de investimentos de impacto social e investir indiretamente em empresas que geram um lucro com propósito, entregando, ao mesmo tempo, resultados verdadeiros para sociedade”, disse CEO da Azimut Brasil Wealth Management, Antonio Costa,

Pelo mundo, os fundos de impacto social estão principalmente baseados na Europa, EUA, Austrália, Índia e Bangladesh.

Transparência

O Azimut Impacto Social FIC FIM investirá 80% em investimentos de renda fixa e 20% em multimercados. O fundo ultraconservador oferece uma rentabilidade em CDI com um 1% de volatilidade esperada e entrará em operação no primeiro dia de dezembro.

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