CPFL Renováveis assina carta aberta do Fórum Clima

Objetivo é renovar e ampliar os compromissos assumidos na Carta Aberta de 2009 e apresentar ao governo propostas para que o País assuma papel de liderança na negociação climática mundial

Divulgação

A CPFL Renováveis, uma das maiores empresas de energia renováveis do Brasil, anunciou nesta terça-feira que vai assinar a Carta Aberta ao Brasil sobre Mudanças Climáticas 2015, do Fórum Clima, organizado pelo Instituto Ethos nesta quinta-feira (13). O documento tem como objetivo renovar e ampliar os compromissos assumidos na Carta Aberta de 2009 e apresentar  ao governo brasileiro propostas consistentes para que o País assuma um papel de liderança na negociação climática mundial.

“A companhia traz a preocupação com a mudança do clima em seu DNA e a geração de energia a partir de fontes renováveis é peça fundamental nessa discussão”, afirma Andre Dorf, presidente da CPFL Renováveis. Um dos objetivos da carta é o estabelecimento de metas para o crescimento das fontes de energia solar, eólica, hídrica e a biomassa. A expansão da matriz elétrica  baseada em energias renováveis contribui positivamente para mitigar as mudanças globais do clima ao reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Dentre as metas apresentadas no documento estão a redução nas emissões de gases de efeito-estufa (GEE), a ampliação das fontes renováveis para que represente 50% da matriz energética brasileira em 2030, o aumento da eficiência energética, precificação da compra do carbono, universalização do acesso e uso de energia proveniente de fontes renováveis, adaptação à mudança do clima e publicação anual do inventário das emissões de GEE.

A carta também propõe o incentivo à inovação e à tecnologia para processos produtivos mais eficientes,  o acesso a capital para economia de baixo carbono, estabelecimento de um sistema nacional de controle de emissões e estímulo à mitigação e adaptação à mudança do clima nas cidades brasileiras.

Em âmbito mundial, está a defesa da inclusão de um limite de emissões globais de GEE em longo prazo que permita zerar as emissões líquidas globais até 2050, criação de um mecanismo multilateral de precificação de carbono, remuneração pela manutenção e recuperação das florestas e a publicação da Contribuição Nacionalmente Determinada (INDC) contendo metas de redução ou limites específicos de emissões para o período pós-2020.

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