Diamond Mountain Investimentos conclui estudo sobre saneamento básico

Em São Paulo serão gastos em saneamento R$ 13,9 bilhões, porém, número muito pequeno para resolver o problema de 40 milhões de habitantes

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O saneamento básico é um dos principais direitos adquiridos das populações ao redor do mundo, porém, para uma ampla cobertura o apoio da iniciativa privada é um dos mais importantes pilares para o efetivo desenvolvimento do setor. Pelos altos custos existentes na construção e manutenção dos processos para tratamento de água e de esgoto, a iniciativa com o capital privado faria o cenário atual ter uma diferença significativa tanto no meio ambiente, como na própria população. “Acreditamos que o investimento em saneamento básico reflete diretamente sobre as condições
gerais de saúde da população, além de contribuir para a queda de mortalidade infantil, ao afastar a proliferação de doenças infecciosas e parasitárias. A melhoria da saúde aumenta também a produtividade da força de trabalho”, destaca o analista-chefe da Diamond Mountain Investimentos,  Vicente Koki.

O país ainda está atrasado na questão de tratamento do esgoto coletado. Dados mostram que menos da metade da população da região sudeste tem resíduos tratados, localidade mais desenvolvida do país. Em média apenas 47,4% tem coleta de esgoto. “Os preços são altos para apenas o setor público ter este gasto. Hoje muitas companhias estatais, como a Copasa em Minas Gerais, Sabesp em São Paulo, investem grandes fortunas para manutenção e melhoria do que já está sendo tratado. A iniciativa privada expandiria o acesso e tratamento”, explica Koki.

Até 2021, apenas no Estado de São Paulo, serão gastos em saneamento R$ 13,9 bilhões, porém, número muito pequeno para resolver o problema de 40 milhões de habitantes. Analisando dados sobre o tratamento de água, o país não conseguirá no médio prazo chegar aos 100% do território nacional, tanto pelo tamanho do país, quanto pela falta de capital. “O Brasil ainda está longe da universalização dos serviços de saneamento básico. Desde 1970 ocorrem investimentos privados neste setor em países da América Latina, como no Chile. Por aqui, nem mesmo em abastecimento de água atingiu-se 100% da população. Verificamos que a necessidade de investimentos ainda é maior no segmento de coleta e tratamento de esgoto. Analisando outros pontos do país, a região norte e nordeste apresenta números ainda piores”, considera o analista

Koki complementa também a  necessidade do capital privado nos pontos que o setor público mais sofre para administrar. “Ainda são poucos os municípios no país que tem o abastecimento de água ou tratamento de esgoto de forma privada. Se for colocar em números, são apenas 5,8% dos 5.570 municípios no Brasil que recebem este tratamento. É muito pouco para quantidade enorme que
existe”, ressalta. “Existem entraves que dificultam a expansão. Um deles está na criação da infraestrutura que requer elevados investimentos e este custo fica inviável para pequenas cidades e população ocupando grandes áreas. O outro diz respeito à questão política. Ainda existe a cultura no meio político de que obras subterrâneas não geram votos”, analisa Koki.

“A infraestrutura precária de saneamento básico no Brasil abre uma janela de oportunidade para os investimentos com capital nacional e estrangeiro. Para que os projetos saiam do papel é necessário o apoio do governo para as concessões”, comenta Marcos Costa, CEO da Diamond Mountain Investimentos.

Para atrair o capital privado, existe a necessidade de criação de projetos de parcerias bem claras. A primeira questão fica na parte do rendimento do capital, algo primordial para as instituições privadas. “Percebemos que o capital privado prefere atuar às margens deste setor, como
fornecedores de materiais à indústria ou no financiamento, como “Project Finance”, financiamento pago com a própria geração de caixa do projeto, mas não diretamente nas operações dos sistemas de abastecimento de água e coleta de esgoto, algo que continuaria com o estado”, afirma o Analista-chefe da Diamond Mountain.

Para atrair os empresários para o setor, Vicente vê uma estratégia que possibilitaria à atração financeira. “O setor precisa ser planejado e estruturado para criar condições de atração do capital
privado para auxiliar no seu desenvolvimento, pois ainda há um longo percurso a ser percorrido até atingir-se a universalização dos serviços. Acreditamos que é possível chamar o capital privado principalmente para a ponta do sistema, no tratamento de esgotos, o qual pode ser mais atrativo para todas as partes”, finaliza Vicente Koki.

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