Presidente da Bosch alerta sobre limites muito severos de emissões a diesel

Onze milhões de veículos do grupo Volkswagen estão equipados com um motor diesel EA 189 que tem instalado um software da Bosch

Reação em cadeia

O presidente da fabricante de componentes automotivos Bosch, Volkmar Denner, alertou nesta quarta-feira que pode ser prejudicial estabelecer limites de emissões de gases muito severos ao diesel.

“Se forem reduzidos de forma pouco realista os limites de emissões de gases, de um modo que não seja possível com os motores de combustão clássicos, nada de bom será feito para o consumidor ou para a indústria”, disse Denner na inauguração de um novo centro de pesquisa da Bosch em Renningen (Stuttgart, sudoeste da Alemanha).

De acordo com Denner, o motor de combustão é irrenunciável por muito tempo como tecnologia de transição.

“É preciso encontrar o equilíbrio entre o estímulo de inovações e a viabilidade econômica”, indicou.

No evento de inauguração, o presidente do Estado federado de Baden-Württemberg, Winfried Kretschmann, defendeu a tecnologia a diesel, apesar das dúvidas geradas pelo escândalo de manipulação das emissões de gases poluentes da Volkswagen.

“O perigo é que se desacredite no motor a diesel. Isso deve ser realmente evitado, precisamos dele na transição até chegarmos à mobilidade elétrica para alcançar os objetivos de CO2”, ressaltou Kretschmann.

A chanceler alemã, Angela Merkel, que também compareceu à inauguração do centro, no qual foram investidos 310 milhões de euros, não fez comentários sobre o escândalo da Volkswagen.

Onze milhões de veículos do grupo Volkswagen estão equipados com um motor diesel EA 189 que tem instalado um software da Bosch que altera os dados de emissões ao detectar quando um veículo está sendo submetido a um teste e modifica o funcionamento do motor para gerar menos gases poluentes.

A Bosch jogou sobre a Volkswagen a responsabilidade pela manipulação dos dados de emissões em veículos a diesel.

Em 2007, a Bosch alertou ao grupo Volkswagen que o software era válido apenas para testes e que sua utilização em estrada era ilegal.

Com Ag.EFE

0 acharam esta informação útil

0 não acharam esta informação útil

Assuntos desta notícia