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Aena vence leilão do Galeão por R$ 2,9 bi

30 de março de 2026·2 min de leitura
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Imagem ilustrativa. Fonte: Pexels

Movimento de passageiros no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A empresa espanhola Aena venceu nesta segunda-feira, 30, o leilão de venda assistida do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, e ficará responsável pela operação do terminal até 2039.

O certame, realizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, ocorreu às 15h, na sede da bolsa de valores de São Paulo, a B3. Além da Aena, disputaram a concessão o Zurich Airport e o consórcio RIOgaleão.

O valor mínimo de outorga — pago ao governo pelo direito de explorar o Galeão — foi fixado em R$ 932,8 milhões. O lance final, de R$ 2,9 bilhões, representou um ágio de 210,88%.

Com o Galeão, a Aena passa a administrar 18 aeroportos no Brasil, sendo a maior concessionária aeroportuária do país em número de terminais. Entre eles estão o aeroporto de Congonhas, na capital paulista, e os de Recife (PE) e Maceió (AL).

Na prática, a concessão do Galeão será transferida à Aena. Atualmente, a concessionária RIOGaleão — formada pela Vinci Compass e pela Changi Airports — detém 51% das ações, enquanto a Infraero controla os outros 49%.

Com a venda assistida, ambas deixarão o negócio, permitindo que a nova operadora assuma integralmente a concessão.

Diferentemente da concessão tradicional, que parte de um projeto novo, a venda assistida envolve a relicitação de um contrato já existente, renegociado para viabilizar a troca de operador.

O contrato prevê que a Aena poderá explorar, manter e ampliar a infraestrutura do aeroporto, além de assumir os direitos e obrigações previstos no novo acordo.

A venda assistida do Galeão foi definida em acordo entre o governo, a RIOgaleão e o Tribunal de Contas da União (TCU). O contrato passou por mudanças em relação ao formato original de 2013, em uma tentativa de tornar o negócio mais atrativo para novos operadores.

O modelo de venda assistida tem como objetivo revitalizar concessões que podem estar com dificuldades financeiras ou operacionais, permitindo a entrada de um novo agente com capital e expertise. No caso do Galeão, a expectativa é que a Aena invista em melhorias para a infraestrutura aeroportuária, visando aumentar a capacidade e a qualidade dos serviços oferecidos aos passageiros.

A transação ainda está sujeita à homologação pelo Tribunal de Contas da União e ao cumprimento de condições precedentes estabelecidas no edital do leilão. A previsão é que a Aena assuma formalmente a operação do aeroporto após a conclusão de todas as etapas burocráticas e contratuais.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/03/30/leilao-aeroporto-galeao.ghtml

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