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Americanos vendem sangue por até R$ 3,1 mil mensais

23 de março de 2026·2 min de leitura
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Imagem ilustrativa. Fonte: Pexels

A venda de plasma sanguíneo tem se tornado uma fonte de renda extra para muitas pessoas nos Estados Unidos. A prática é comum no país e atrai até mesmo pessoas da classe média.

O plasma é a parte líquida do sangue, de cor amarelada. Ele é usado para produzir medicamentos importantes para tratar doenças graves. Esses remédios são usados em casos de imunodeficiências, problemas no fígado e distúrbios de coagulação.

De acordo com o jornal "The New York Times", cerca de 215 mil pessoas vendem plasma diariamente nos EUA. Embora muitas vezes se use a palavra "doação", os doadores na verdade recebem um pagamento.

O valor pago por sessão gira em torno de US$ 60 (cerca de R$ 314) a US$ 70 (aproximadamente R$ 366). Como é permitido fazer o procedimento até duas vezes por semana, é possível acumular um valor considerável no mês.

Muitos chegam a receber até US$ 600 (ou R$ 3,1 mil) em um mês. Alguns centros de coleta oferecem bônus para quem começa a doar ou para quem mantém uma frequência regular nas visitas.

Para uma parte significativa dessas pessoas, o dinheiro obtido com a venda de plasma é usado para cobrir despesas do dia a dia. O valor ajuda a pagar combustível, compras de supermercado, contas de saúde e até parcelas da casa própria.

A atividade movimenta bilhões de dólares no país, combinando necessidade financeira de parte da população com uma demanda global da medicina por esses componentes sanguíneos. Para vários americanos, virou uma rotina regular.

O processo de coleta é feito em centros especializados. O plasma é separado das outras partes do sangue, e os glóbulos vermelhos são normalmente devolvidos ao corpo do doador. Uma sessão pode levar mais tempo que uma doação de sangue comum.

Esta é uma das poucas formas legalizadas de receber pagamento por um componente do corpo nos Estados Unidos. A regulamentação permite essa compensação financeira especificamente para a doação de plasma, o que não acontece com a doação de sangue integral.

A prática gera debates sobre a ética de se pagar por componentes corporais e sobre o perfil dos doadores. Alguns estudos indicam que a necessidade econômica é um fator decisivo para a maioria das pessoas que recorrem a essa alternativa.

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